Cultura do milho no Pará é discutida na Embrapa

Agronegócio

Cultura do milho no Pará é discutida na Embrapa

Potenciais e dificuldades foram debatidos
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Potenciais e dificuldades foram debatidos

A realidade e as perspectivas do milho para o estado do Pará. Este é um dos focos da visita de pesquisadores e analistas da Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA) à Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). Além de mostrarem como está a cultura naquele estado, eles estão discutindo sobre diferentes tecnologias, como o paiol Balaio de Milho e o controle biológico de pragas. Uma visita a três propriedades de agricultores familiares de Maravilhas-MG que trabalham com iLPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) também faz parte do roteiro.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental Francisco Ronaldo Sarmanho de Souza, da área de fitotecnia, “o Pará, com as áreas novas de produção, é autossuficiente em milho”. Ele apresentou um panorama da cultura no estado, com as potencialidades e as dificuldades à maior expansão. Segundo Ronaldo, cidades como Paragominas, Marabá, Redenção, Itaituba e Santarém têm despontado como polos emergentes, destacando-se na agricultura.

Outro ponto levantado foi a queda, recentemente confirmada, do desmatamento no Pará, o que revela maior conscientização dos produtores rurais. As médias de produtividade apresentadas pelo pesquisador são muito boas; no caso de híbridos simples, por exemplo, chegam a mais de 120 sacas (ou 7.200 kg) por hectare. Além disso, ainda de acordo com Ronaldo, o plantio direto é uma realidade na região, mesmo que possa ser melhor trabalhado.

Sobre perspectivas, o pesquisador lembra que há, no estado de Pará, cerca de seis milhões de hectares de áreas degradadas que podem ser recuperadas. Parte dessa área pode ser usada para o plantio de milho. Em termos da Amazônia como um todo, esse número sobe para 20 milhões. A integração lavoura-pecuária-floresta apresenta, na região, potencial de cultivo consorciado e rotacionado de culturas.

Ronaldo ainda comentou sobre a continuidade do programa de melhoramento genético de milho para o Pará, com lançamentos e recomendações de cultivares, incluindo tradicionais e transgênicas. Mas, claro, nem tudo são boas notícias. A questão da infraestrutura de transporte foi colocada por Ronaldo como grande limitante à maior expansão da agricultura no Pará. O armazenamento, muitas vezes inadequado, é outro ponto que precisa ser melhorado. E, sobre transgênicos, também no estado existe uma cobrança em relação à participação efetiva da Embrapa neste segmento.

O chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo, Sidney Netto Parentoni, sugeriu que as duas unidades da empresa avancem na discussão em relação à cultura do milho, passando do foco em sementes ou cultivares para o sistema de produção. O pesquisador José Carlos Cruz, da área de fitotecnia da Embrapa Milho e Sorgo, entende que a questão de cultivares adaptadas à região não é um problema, já que há híbridos e variedades que produzem bem na região.

Além de Ronaldo, os visitantes da Embrapa Amazônia Oriental são Michell Olívio Xavier da Costa, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Arystides Resende Silva, Marivaldo Rodrigues Figueiro, Roni de Azevedo e João Paulo Castanheira Lima Both. Eles estão sendo acompanhados por Marco Aurélio Noce, da transferência de tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo. A vista termina nesta sexta-feira, 30 de novembro.

Mais informações: NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional) da Embrapa Milho e Sorgo, Unidade da Embrapa, vinculada ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento): (31) 3027-1223 ou nco@cnpms.embrapa.br .

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