Curitibano conhece jeitos diferentes de consumir pinhão

Agronegócio

Curitibano conhece jeitos diferentes de consumir pinhão

Quem passou pelo Mercado Municipal de Curitiba nas manhãs do último final de semana teve a chance de se deliciar com pratos feitos com pinhão.
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Quem passou pelo Mercado Municipal de Curitiba nas manhãs do último final de semana teve a chance de se deliciar com pratos feitos com pinhão. Mesmo já no final da safra, ainda é possível encontrar essa iguaria típica do Sul do país à venda nas bancas do mercado. E quem parou, além de degustar, também aprendeu a congelar e manipular o pinhão para as receitas.

Cerca de 400 pessoas foram atendidas na oficina, que foi uma parceria entre a Embrapa Florestas, Colégio Julia Vanderley e Mercado Municipal de Curitiba. O evento foi aberto ao público, sem necessidade de inscrição ou taxa, o que colaborou para a grande circulação de pessoas no local. "O Mercado Municipal é um espaço de cultura alimentar pois, além de abastecer a cidade com produtos de qualidade, com uma variedade imensa, também é um espaço de gastronomia e cultura", explica a gerente de eventos da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento de Curitiba, Mônica Taques.

"O pinhão é um produto sazonal e muito procurado no mercado", conta Mônica. "Então, como a missão do mercado é também a orientação do consumidor, realizamos estes eventos para incentivar que as pessoas consumam mais produtos naturais, feitos em casa", completa.

Uma das pessoas que participou da oficina foi Aurea Cora, pedagoga que agora faz um curso técnico em nutrição. Atenta às receitas do livro "O Pinhão a Culinária", editado pela Embrapa Florestas, Aurea contou que está em Curitiba há 17 anos e só agora conheceu outras formas de consumir pinhão. "Vale a pena cultivar o hábito de consumir o pinhão de outras formas e fazer os pratos apresentados. Estou encantada com as receitas", afirmou.

Também estudante de nutrição, Sonia Busato conta que, quando morava em Brasília, divulgava a cultura alimentar do Sul na cidade e chegou a fazer um trabalho de conclusão de curso (TCC) sobre cozinhas regionais, com destaque para o pinhão. "Mesmo aqui no Sul, as pessoas comem o pinhão sapecado ou cozido e nem imaginam o potencial desta semente", avalia. "Além de melhorar os pratos, o pinhão tem muitas propriedades nutricionais, então eventos como este, de divulgação deste potencial, são bastante importantes", completa.

Para a pesquisadora Catie Godoy, da Embrapa Florestas, uma das organizadoras da oficina, "este é um dos objetivos do nosso trabalho: levar orientações úteis e práticas. Com certeza estamos mudando o jeito do curitibano consumir pinhão", comemora.

 

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