Agronegócio

Curso de Derivados do Leite qualifica produtores em Uberaba

As mãos precisam ser firmes para dar o ponto ao leite, afinal, um requeijão de corte deve ter uma consistência lisa, bonita e firme.
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As mãos precisam ser firmes para dar o ponto ao leite, afinal, um requeijão de corte deve ter uma consistência lisa, bonita e firme. Para o iogurte, é a leveza das mãos na mistura que dará à bebida a cremosidade que o consumidor procura.

Em Uberaba, o Curso de Pasteurização do Leite e Fabricação de Laticínios reuniu 12 pessoas que vieram reciclar o que conhecem ou aprender como fazer corretamente e, assim, pular a “fase do achismo”.

É o caso do Luiz Humberto Borges Fernandes Júnior, economista e filho de produtor rural que, junto ao pai, esta buscando novas oportunidades. Em fase final do processo de montagem de uma queijaria, a ideia é quebrar o intermédio de venda ao laticínio e agregar valor ao leite que produzem, encaminhando diretamente ao consumidor os produtos fabricados.

“Sempre tínhamos as dúvidas e não sabia a quem recorrer. Fazer o queijo na fazenda para consumo é uma coisa, fazê-lo com todos os padrões de qualidade para colocar no mercado é totalmente diferente. No curso aprendemos desde a higienização até a rotulagem, a cadeia completa do início ao fim. Nossa queijaria vai começar certa, vamos minimizar a questão de aprender com o erro.” explica Luiz.


Esta é a primeira vez que a capacitação é realizada em parceria com Sindicato Rural, Associação Brasileira dos Criadores de Zebu - ABCZ e Faculdades Associadas de Uberaba - FAZU e dá continuidade ao projeto de levar mais conhecimento aos associados das entidades, produtores e trabalhadores rurais e também aos estudantes das ciências agrárias.

“Já realizamos em conjunto os cursos de Bem Estar Animal, Casqueamento e agora o de Pasteurização do Leite. Para nós da ABCZ está sendo muito produtivo, tanto é que em outubro vamos realizar mais uma capacitação em parceria”, comentou o coordenador do Colégio de Jurados Mário Márcio Souza da Costa Moura, durante o encerramento do curso.

Para Renata Soares Serafim, coordenadora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, abrir as portas da FAZU para os cursos do SENAR Minas agrega valor à instituição de ensino. “Esperamos que outras capacitações aconteçam aqui para que possamos reativar o Núcleo de Excelência em Engenharia de Alimentos (NEEA). O curso foi excelente e todos estão de parabéns.”

Segundo o mobilizador em Uberaba e representante do Sindicato Rural Adilio Camargo Júnior, o curso vem firmar a parceria e traz, além de mais conhecimento, novas oportunidades de renda aos participantes. “Essa parceria está proporcionando aos participantes agregar valor ao produto que eles já trabalham seguindo normas e procedimentos e, consequentemente, o aumento da renda deles. Quando os participantes têm resultados positivos, todos os envolvidos ganham”, esclareceu Adilio.

O curso

Seguindo a proposta do SENAR Minas, durante as 40 horas da capacitação os participantes aprendem o queijo minas frescal e padrão, muçarela, ricota e derivados, iogurte, requeijão, doce de leite e pingo.

Aparecida de Lourdes Alves, a dona Cida, é instrutora há 11 anos e explicou que em Uberaba houve algumas particularidades. “Neste curso tivemos participantes que já trabalham na área, como um casal que faz muçarela de búfala. O interesse deles foi aprender o requeijão e, como eles trouxeram o leite, conseguimos suprir a curiosidade. Deu certo – e acredito que, nós do Senar, ao atendermos uma demanda dessa, estamos abrindo uma porta para possíveis trabalhos com leite de búfala”, avaliou.

E complementou dizendo: “Esta capacitação foi de excelente qualidade, com demanda de conhecimento. O que eu fiz foi implementar as questões que nós precisamos para fazer um trabalho de boa qualidade e é mais uma vez o SENAR melhorando a vida das pessoas e o caminho de muita gente. Aqui termos pessoas que levarão o nome da Escola do Campo para feiras e outros lugares com produtos de qualidade.”

No curso a proposta e agregar valor a produção. Já que o produto geralmente recebe menos na venda do que foi gasto para produzi-lo, ao fabricar queijo, requeijão, iogurte e derivados, é possível que o produtor tenha mais ganho, chegando a até 60% a mais do valor.

E se esta é a alternativa a seguir, o produtor rural, empresário no ramo de muçarela de Búfala Ricardo Alves Bento está no caminho certo. “Estamos há mais de 10 anos mexendo com o leite de búfala e aprendemos coisas aqui que a gente não sabia. Eu tentei por três vezes fazer o requeijão em casa e não consegui. Vim para o curso para ver se daria certo e saiu um requeijão perfeito. Depois dessa capacitação estou abrindo um leque de opções que eu não tinha, por não ter conhecimento. Agora posso chegar à minha queijaria e dizer ‘vamos fazer isso aqui, porque eu sei que vai dar certo’. O próximo passo é colocar o requeijão no mercado. O conhecimento que tive com o curso do Senar ninguém me tira, esse está ganho”, afirmou.

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