Da palhada do milho, a 2ª geração
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Agronegócio

Da palhada do milho, a 2ª geração

Etanol de segunda geração representa renda extra
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Irvinfton (IA), Estados Unidos - Convencido de que a mistura de 5% de etanol a mais na gasolina não vai impulsionar o mercado de uma hora para a outra, o agricultor norte-americano Chris Weydert, de Irvington (Iowa), deposita expectativa na produção de etanol de 2ª geração, com aproveitamento da palha do milho. Ele quer ser o primeiro produtor a usar um equipamento acoplável às colheitadeiras que enfarda e facilita a venda direta do material à indústria de combustível renovável.

O enfardador, em teste pela Case IH, deve custar o equivamente a R$ 170 mil nos Estados Unidos – 20% do preço de uma colheitadeira. Uma demostração realizada na lavoura de Weydert na semana passada reuniu 20 produtores, interessados em aproveitar o material, normalmente deixado no campo, para a produção de etanol – e também na própria revenda da nova máquina.

“Por enquanto, não faz diferença elevar o etanol a 15% na gasolina. Obrigatório é misturar só 10%. Os 5% extras são opcionais”, argumenta o produtor. A perspectiva de aumento nas cotações da commodity agrícola por força do E15 talvez demore mais que o aproveitamento em escala da palha pela indústria de biocombustíveis, considera.

O produtor Joe Savage, de Fort Scott (Kansas), viajou 600 quilômetros para acompanhar os testes da enfardadora. Ele considera que o etanol de segunda geração representa renda extra, com ou sem aumento na demanda pelo milho em grão. “Perto de 10% da palha são aproveitados para alimentação animal. O restante fica no solo”, disse.

Chris Foster, um dos engenheiros que trabalham no projeto da enfardadora, afirma que a máquina vem sofrendo adaptações e que o lançamento ainda não está marcado. O equipamento serve também para facilitar a coleta de alimentação animal para o inverno. Vem sendo testado também na colheita de alfafa.

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