Decon e Iagro flagram abate clandestino de gado
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Agronegócio

Decon e Iagro flagram abate clandestino de gado

De acordo com o delegado titular da Decon, Adriano Garcia, o local era investigado há seis meses
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De acordo com o delegado titular da Decon, Adriano Garcia, o local era investigado há seis meses

Campograndenews - Agentes da Decon (Delegacia Especializada de Atendimento ao Consumidor) e técnicos da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) flagraram esta manhã(9) uma casa onde era feito abate clandestino de gado, o responsável foi preso.

As equipes estão desde o início da manhã em operação na residência, localizada na Rua Candeias, em Indubrasil, em Campo Grande, onde foram apreendidos cerca de 300 quilos de carne.

De acordo com o delegado titular da Decon, Adriano Garcia, o local era investigado há seis meses. Ele afirma que o abate de bovinos era feito durante a madrugada, para não despertar a atenção da Polícia.

As equipes foram hoje de manhã ao local e viram o momento em que uma pick-up era carregada com a carne.

Investigações apontam que os produtos eram comercializados no Indubrasil e em Terenos.

Outra informação importante apurada pela Polícia revela que animais feridos nas viagens e que não eram aceitos nos frigoríficos eram abatidos no local.

“Isso é carne imprópria para o consumo”, ressalta o delegado.

Na casa havia esterco, área de abate e até ganchos para pendurar carne.

No entanto, o morador, Rodrigo Robson de Souza, 30 anos, alega que não fazia os abates com a finalidade comercial.

Ele afirma que a novilha encontrada esta manhã era para a festa de casamento de um amigo.

A versão de Rodrigo não convenceu a Polícia, que descobriu durante a investigação que há seis anos a atividade era desenvolvida na casa.

Rodrigo foi preso e será encaminhado à Decon. Ele afirma que a última vez que trabalhou com carteira assinada foi há 14 anos.

O rapaz trabalhava como torneiro mecânico e perdeu quatro dedos da mão esquerda em acidente na empresa. Ele teve de sair do emprego, alega que não recebeu a indenização devida e, por este motivo, fazia os abates esporadicamente.

Ele revela que os vizinhos sempre ameaçavam denunciar o caso à Polícia e, quando questionado sobre a insatisfação dos moradores, ele disse: “Não querem ver ninguém alegre, feliz”.

As investigações apontam que Ricardo agia sozinho. Ele contava apenas com a ajuda de um adolescente que embarcava os produtos porque Ricardo não conseguia.

Depois da prisão, Ricardo diz que vai se mudar de Campo Grande. “Vou embora daqui. Seguir meu rumo. Vender tudo e ir embora desta terra”, concluiu antes de entrar na viatura.

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