Defensivos no algodão batem recorde de R$ 8,2 bilhões
Os inseticidas responderam por metade do mercado
Os inseticidas responderam por metade do mercado - Foto: Pixabay
Os gastos com defensivos na produção de algodão atingiram um recorde na safra 2025/26, impulsionados pelo aumento do número de tratamentos e dos custos de manejo. Segundo o estudo FarmTrak algodão, da Kynetec, o mercado movimentou R$ 8,217 bilhões, alta de 14% sobre os R$ 7,190 bilhões da temporada anterior.
Em dólar, o valor avançou 10%, de US$ 1,341 bilhão para US$ 1,478 bilhão, sob influência do câmbio. O especialista em pesquisas Felipe Lopes Abelha aponta que a média de tratamentos passou de 95 para 107, aumento de 13%, enquanto o custo médio dos tratamentos subiu 21%, de R$ 3.472 para R$ 4.209.
A área potencial tratada alcançou 209,07 milhões de hectares, ante 196,31 milhões no ciclo anterior. Esse indicador soma os tratamentos realizados ao longo da safra e inclui aplicações sucessivas em uma mesma área.
Os inseticidas responderam por metade do mercado, com R$ 4,119 bilhões e crescimento de 14%. O controle do bicudo do algodoeiro demandou, em média, 18 tratamentos por propriedade e cerca de R$ 2 bilhões. Já os produtos destinados às lagartas movimentaram R$ 928 milhões, alta de 15%.
Os fungicidas representaram 24% do total, com R$ 1,98 bilhão, favorecidos pelos produtos premium. Os herbicidas somaram R$ 1,143 bilhão, avanço de 6,3%, e ficaram com 14% do mercado. Nematicidas, tratamento de sementes e outras categorias reuniram 12%, equivalentes a R$ 986 milhões.
A pesquisa ouviu produtores de quase 270 propriedades e cobriu 97% da área cultivada no país, estimada em 1,952 milhão de hectares. Em Mato Grosso, o levantamento apontou redução de 8% no plantio, de 1,502 milhão para 1,376 milhão de hectares.