Deficiência logística deixa o Brasil “cheio de gargalos”

Agronegócio

Deficiência logística deixa o Brasil “cheio de gargalos”

"Um dos grandes desafios do país e da agricultura brasileira é crescer em meio a falta de investimentos", disse o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço
Por:
3326 acessos
Em entrevista na manhã de ontem à TV Maringá, emissora afiliada da Band, o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, disse que um dos grandes desafios do país e da agricultura brasileira é crescer em meio a falta de investimentos em logística. "Há gargalos para todo lado", citou Lourenço, que ressaltou a má-conservação das estradas, a ausência de investimentos em duplicação de pistas, viadutos e até mesmo trevos; por outro lado, o porto de Paranaguá "é um desastre" - referindo-se ao abandono promovido pelo último governo estadual - e completou: "as ferrovias também estão complicadas. A Cocamar, mesmo, não consegue transportar o que precisa de trem".


INSUSTENTÁVEL - O discurso dos problemas logísticos no Brasil pode não ser novidade para ninguém, mas o ritmo de crescimento brasileiro - e particularmente da agricultura - nos últimos anos, está criando uma situação insustentável, na opinião do presidente, que cobrou medidas urgentes por parte dos governos estadual e federal. Ele citou o exemplo da rodovia PR-323, que liga Maringá a Guaíra, "que precisa ser duplicada o mais rapidamente possível". A via, que mantém praticamente as mesmas características de quando foi construída, nos anos sessenta, une um grande número de cidades, algumas das quais se tornaram imortantes centros populacionais. Com tráfego lento e difícil, é chamada de "a estrada da morte", em razão dos acidentes diários que acontecem ali.


CÓDIGO FLORESTAL - Perguntado sobre as mudanças no Código Florestal, o presidente da Cocamar disse que o produtor não questiona as matas ciliares, mas não concorda com a reserva legal. "Imagine um produtor de um município como Floresta, de terras fertilíssimas e caras, destinar 20% de sua propriedade para matas", questionou. Ele afirmou que, no passado, quem adquiria terras no norte e noroeste do Paraná, contava com um programa para fazer o desmatamento, que começava pelas margens dos rios - uma forma de controlar a malária. "Hoje, ele não pode ser criminalizado por isso, porque a realidade, naquela época, era outra". Lourenço disse ainda que a exigência da reserva legal no Brasil - "e isto acontece somente no Brasil" - se choca à necessidade de aumentar a produção mundial de alimentos, situação vivida atualmente.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink