Degradação das estradas do Oeste da Bahia agravará com as primeiras chuvas
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Agronegócio

Degradação das estradas do Oeste da Bahia agravará com as primeiras chuvas

Aiba pede providências ao secretário de Infraestrutura, Otto Alencar
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Alto risco nas rodovias e alimentos mais caros são alguns dos reflexos do estado de calamidade das estradas estaduais. Aiba pede providências ao secretário de Infraestrutura, Otto Alencar

Faltando menos de um mês para o início das chuvas na região Oeste da Bahia, a constante queixa dos agricultores regionais em relação à precária condição das estradas estaduais que cortam o cerrado baiano, agora, beira o desespero. As estradas, sem qualquer pavimentação asfáltica, ou, pior ainda, com asfalto arruinado, tornam-se intrafegáveis logo às primeiras chuvas. Por essas rodovias passa parte dos 7 milhões de toneladas de grãos colhidos na safra 2011/12, além dos insumos e máquinas para a safra que inicia. A degradação do patrimônio público estadual é alvo de diversas iniciativas da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que não apenas tem alertado para o problema, como proposto soluções de Parceria Público Privada (PPP) para construir novas estradas, consertar, e fazer a manutenção das já existentes.

Como nos últimos três anos nenhuma solução se concretizou, a Aiba entregou um documentário fotográfico das estradas da região para o secretário de Infraestrutura do Estado, Otto Alencar. Em todas as soluções para a logística regional que a Aiba apresentou e aportou recursos, a burocracia no âmbito do Governo comprometeu o tempo hábil para qualquer solução para esta safra, pois as chuvas necessariamente paralisarão as obras.

No início do ano, a Aiba propôs ao Governo da Bahia uma solução paliativa, em caráter emergencial, para tapar os buracos nas estradas regionais, elencando as principais rodovias. “Não conseguimos evoluir. Nada foi construído durante esses meses. As chuvas voltarão e tudo ficará intransitável”, afirma o vice presidente da Aiba, Sérgio Pitt, que lembra que o Oeste da Bahia é um dos mais importantes polos agrícolas do Brasil, e sua infraestrutura não condiz em nada ao status de segundo maior produtor de algodão do país, e líder mundial em produtividade das principais commodities que planta.

“O Estado está deixando o patrimônio se depreciar, comprometendo e onerando o setor produtivo. Isso colabora para deixar os alimentos ainda mais caros e põe em risco a vida de quem trafega pelas estradas”, afirma Sérgio Pitt.

Timbaúba: falta objetividade

As tratativas entre agricultores e Governo da Bahia começaram em 2009, com a assinatura de um Protocolo de Intenções entre Aiba, Governo do Estado e Banco do Nordeste para desenvolver o Programa de Rodovias Estaduais no Oeste da Bahia, de extensão estimada de 800 km.

Em março de 2012, a Associação entregou ao Governo da Bahia os projetos Executivos de engenharia para a implantação e Pavimentação da Estrada Timbaúba(45,29km), e da Estrada da Soja (33,27km), em um total de 78,56 Km. Essas duas rodovias estaduais, segundo a Aiba, são as mais estratégicas para o escoamento da safra do cerrado baiano.

A construção e pavimentação da Estrada Timbaúba será realizada em uma parceria entre o Departamento de Infraestrutura e Transportes da Bahia (DERBA) e a Aiba, com a participação de 50% do custeio da obra para cada parceiro, na qual o DERBA patrocina todas as máquinas e equipamentos, operadores e apoio técnico, cabendo à Aiba o custeio dos insumos para o asfalto, óleo diesel e transporte do material e água.

Segundo Pitt, os trabalhos na Timbaúba iniciaram no final de maio e, até hoje, aproximadamente 50% das máquinas programadas chegaram ao canteiro de obras em precário estado de conservação. Na última reunião da Aiba com o DERBA para resolver o problema das máquinas, ficou definido que seriam contratadas de terceiros e estariam na obra até 13 de setembro.

“Só chegaram duas motoniveladoras. O desenvolvimento dos trabalhos está muito lento, com problemas de diversas ordens, em especial, na área operacional de pessoal”, diz.

Até hoje já foram investidos pelos empresários mais de R$1 milhão de reais, sendo construídos somente 2km de terraplenagem, faltando a base e sub-base, e mais 1km de terraplenagem e construção.

“Realizamos diversas reuniões com a diretoria do Derba e os acordos não são cumpridos. Nem o Convênio de Cooperação Técnica conseguimos firmar. Falta objetividade”, disse Pitt. A Aiba propôs em carta ao secretário Otto Alencar uma reunião conjunta entre Aiba, Seinfra e Derba para discussão e ajustes na parceria.

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