Demanda aquecida de álcool favoreceu preço em 2006

Agronegócio

Demanda aquecida de álcool favoreceu preço em 2006

A crescente demanda influenciou no preço do produto, levando a um crescimento de R$ 3,8 bilhões no valor da produção
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A produção brasileira de cana-de-açúcar, em 2006, registrou um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior, alcançando 457,2 milhões de toneladas. Além do incremento da produção, a crescente demanda por álcool no mercado interno e externo influenciou no preço do produto, levando a um crescimento de R$ 3,8 bilhões (29%) no valor da produção, que atingiu quase R$ 17 bilhões em 2006. A área também vem crescendo nos últimos anos, ultrapassando os 6 milhões de hectares em 2006.

O Estado de São Paulo, responsável por 58,8% da safra nacional, teve um crescimento de 5,6% na produção, principalmente pela incorporação de mais 200 mil ha ao processo produtivo, o que corresponde a um crescimento de 6,5% em relação a 2005. Além disso, o estado possui a maior produtividade média (81.936 kg/ ha), bem acima da média nacional, que foi de 74,4 mil kg/ha.

Entre os estados, Minas Gerais apresentou o maior crescimento (26,9%) entre 2005 e 2006. O mercado favorável tem intensificado as atividades nas usinas existentes e o surgimento de novas, favorecendo a expansão da produção, tanto que Uberaba, com 36 mil ha, foi o 10º maior produtor de cana-de-açúcar em 2006, com um crescimento de 61,1% em relação ao ano anterior.

O município de Morro Agudo (SP) continua sendo o maior produtor nacional de cana, com 7,8 milhões de toneladas, o que representa 1,7% do total nacional. Dos 20 maiores municípios produtores, 16 estão em São Paulo. Alguns deles apresentam forte crescimento em relação a 2005, como Olímpia e Penápolis, que aumentaram o valor da produção em 40,0% e 68,5%, respectivamente.

Comparando os dados de área plantada de cana-de-açúcar e das outras culturas nos anos de 2004 e 2006, verifica-se que a parcela destinada às outras culturas diminuiu 1,3 milhão de ha, contra um aumento de 545,5 mil ha para a cana-de-açúcar. Neste período a agricultura brasileira sofreu com os baixos preços da soja no mercado internacional e com as condições climáticas desfavoráveis nas principais regiões produtoras do país, o que causou o endividamento de vários produtores. Este cenário, de certa forma, facilitou a expansão da cana-de-açúcar, já que havia uma insatisfação dos agricultores com o mercado e a necessidade de pagamento das dívidas contraídas. As informações são do IBGE.


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