Demanda de adubos no RS cresce mais que no país

Agronegócio

Demanda de adubos no RS cresce mais que no país

As entregas no primeiro trimestre totalizaram a 332 mil ton
Por: -Janice
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As entregas de fertilizantes aos produtores rurais gaúchos feitas pelas indústrias do setor no primeiro trimestre deste ano totalizaram a 332 mil toneladas, o que representou um incremento de 16,1% na comparação com igual período de 2010, quando corresponderam a 286 mil toneladas. A informação foi prestada pelo presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargs), Torvaldo Antonio Marzolla Filho, com base em levantamento da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) segundo o qual o desempenho gaúcho foi superior ao do Brasil como um todo. No mesmo período, as entregas no País elevaram-se a 5,0 milhões de toneladas, o que significou uma expansão de 12% em relação às 4,5 milhões de toneladas verificadas nos três primeiros meses de 2010.

Segundo o dirigente, o maior consumo no Estado reflete não só o quadro favorável das cotações dos grãos no mercado internacional, que remunera de forma mais adequada os produtores agrícolas mas também a necessidade de maior aplicação de adubos para fortalecer as lavouras frente aos danos decorrentes da estiagem causada pelo fenômeno La Nina na região.

Para todo o ano de 2011, a previsão é de que as entregas deverão atingir a aproximadamente 26,0 milhões de toneladas no País, contra as 24,5 milhões de toneladas registradas em 2010, que significaram um aumento de 9,4% frente às 22,4 milhões entregues em 2009. No Rio Grande do Sul, a expectativa das indústrias é de repetir em 2011 o volume recorde de entregas de 3,0 milhões de toneladas registrado no ano passado.

Conforme o presidente do Siargs, em 2011 está ocorrendo nos Estados Unidos uma ruptura no comportamento do preço do gás natural, que se constitui em matéria-prima para a fabricação de fertilizantes nitrogenados. Até então, a cotação acompanhava a do petróleo mas em virtude da descoberta de novas reservas de gás pelos norte-americanos, sua cotação declinou no mercado mundial. “Com isto, o preço do gás não acompanhou a disparada do petróleo, que pulou de 80 dólares o barril em 2010 para 110 dólares atualmente”, registra Torvaldo. Ele também garante que a indústria de fertilizantes tem plenas condições de atender o crescimento da demanda do insumo resultante da expansão da produção agrícola. “Temos capacidade instalada para fabricar até 30 milhões de toneladas/ano e, portanto, não faltará adubo no Brasil”, conclui.

As informações são da assessoria de imprensa da Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (SIARGS).

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