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Demanda externa aquece disputa pelo arroz no Rio Grande do Sul

Oferta restrita mantém disputa pela matéria-prima


Foto: Pixabay

Os preços do arroz em casca seguem firmes no Rio Grande do Sul, sustentados pela necessidade de compra das indústrias e pela demanda externa. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a oferta ainda é pontual, enquanto compradores disputam a matéria-prima disponível no mercado.

No mercado spot, houve ligeiro aumento da presença vendedora nos últimos dias, mas o movimento ainda não foi suficiente para alterar o cenário de oferta restrita. Segundo dados divulgados pelo Cepea, parte dos produtores mais capitalizados permanece retraída, aguardando novas valorizações.

Ao mesmo tempo, produtores com maior necessidade de caixa estão mais ativos nas negociações. Entre os objetivos está a obtenção de recursos para o preparo do solo destinado à safra 2026/27.

Do lado comprador, algumas indústrias voltaram a atuar com maior intensidade. Segundo pesquisadores do Cepea, empresas que vinham priorizando a aquisição de arroz já armazenado em suas próprias unidades passaram a buscar também lotes disponíveis no mercado.

A mudança ocorre diante da necessidade de recomposição dos estoques. Como produtores ainda demonstram resistência às ofertas apresentadas, os compradores precisaram reajustar os valores oferecidos para conseguir adquirir novos volumes.

A disputa pela matéria-prima ficou mais evidente nas regiões próximas ao Porto de Rio Grande, segundo dados divulgados pelo Cepea. O movimento está relacionado à continuidade da demanda internacional pelo arroz.

A disponibilidade reduzida de arroz com rendimento abaixo de 57% de grãos inteiros, geralmente destinado ao mercado externo, levou compradores voltados à exportação a adquirir também lotes com 58% de grãos inteiros.

Com isso, a demanda externa passou a disputar de forma mais direta a matéria-prima com a indústria doméstica nessa faixa de rendimento.

Segundo dados divulgados pelo Cepea, essa concorrência contribuiu para uma reação mais intensa dos preços dos lotes com 58% de grãos inteiros em comparação com os produtos de rendimentos mais elevados.

O cenário combina oferta ainda limitada, maior necessidade de recomposição dos estoques industriais e continuidade das compras voltadas à exportação.

Enquanto alguns produtores aguardam novas altas antes de vender, outros ampliam a presença no mercado para levantar recursos. Ao mesmo tempo, indústrias e compradores ligados ao mercado externo elevam a disputa pelos lotes disponíveis.

Nesse contexto, a demanda internacional ganha peso na formação dos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões próximas ao Porto de Rio Grande e nos lotes destinados ao atendimento do mercado externo.

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