Demanda internacional dá boas perspectivas à avicultura paranaense

Pecuária

Demanda internacional dá boas perspectivas à avicultura paranaense

Com redução dos custos de produção e aumento da demanda, setor tem projeção positiva, aliado a programas de capacitação
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O aumento na produção de insumos (soja e milho) e da demanda do mercado internacional devem trazer perspectivas positivas à avicultura brasileira ao longo deste ano. A tendência é de que o setor intensifique o ritmo de exportações, enquanto o mercado interno também permaneça aquecido. Responsável por 36% das receitas obtidas pelo país com as vendas externas de carne de frango, o Paraná também terá novo fôlego, com novos cursos no catálogo de capacitações oferecidas pelo SENAR-PR.

As projeções de mercado foram apresentadas na reunião da Comissão Técnica de Avicultura da FAEP, no 23 de abril. As previsões de aumento de produção (26,4%) e produtividade (19%) de milho safrinha no Brasil e a maior safra de grãos nos Estados Unidos representam um bom sinal ao avicultor. Paralelamente, as cotações internacionais da soja e milho vêm em queda. Tudo isso, se traduz em perspectivas de redução de custos de produção.

Segundo a assessora técnica da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) Ana Lenat, a evolução da relação de preços se apresentava em uma tendência favorável à avicultura. Em abril, o preço do frango vivo está na casa dos R$ 4,67 por quilo, enquanto o milho vinha cotado a R$ 37,28 por saca. Se os custos de produção estão melhorando, tanto as demandas interna e externa devem se manter intensas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) projeta que as exportações de carne de frango devem aumentar 2,4% em 2019. No caso do Brasil, a CNA aponta que a Ásia (com 36%) e o Oriente Médio (32%) devem ser os maiores compradores dos
produtos da avicultura brasileira.

“Um destino promissor para a avicultura brasileira é o México, com 133 milhões de habitantes e importação de carne de frango em torno de 640 mil toneladas anuais. Em novembro de 2018, o país habilitou 26 frigoríficos brasileiros a exportarem e, no geral, de 47 estabelecimentos habilitados para essa proteína, 17 são paranaenses”, destaca a médica veterinária do Sistema FAEP/SENAR-PR Mariana Assolari.


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