Demanda mantém preço do café em alta em NY

Agronegócio

Demanda mantém preço do café em alta em NY

Desde o início do mês, os preços do café arábica não param de subir
Por: -Isabel Dias de Aguiar
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Desde o início do mês, os preços do café arábica não param de subir. A alta em novembro na Bolsa de Nova York já supera os 10%, o que, segundo analistas, reflete a expectativa de frustração da próxima safra no Brasil. Nessa segunda-feira (28-11), o preço chegou a 120,35 centavos de dólar a libra peso, alta de 2,35 pontos em relação ao dia anterior.

A recuperação dos preços neste fim de ano já era esperada. A surpresa é que o mercado contava com um movimento de realização de lucros por parte dos fundos, o que acabou não ocorrendo. "Contava-se com um ajuste no mercado, por conta dessa realização de lucros logo após o feriado americano, quando foi comemorado o Dia de Ação de Graças, o que não ocorreu", afirmou o analista Sérgio Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. O fato de os fundos manterem suas posições passou a ser questionado. Para Carvalhaes, a resposta está no equilíbrio entre oferta e procura do mercado de café.

"Mesmo sabendo que o mercado está firme, a expectativa era de haver um ajuste, um respiro para então os preços retomarem o movimento de alta", afirmou o analista do Escritório Carvalhaes. Agora, as atenções passam a se voltar para a estimativa da safra 2007/08, a ser anunciada em 15 de dezembro.

Alta em Londres

O café do tipo Robusta mantém-se em alta. Na Bolsa de Londres as cotações estiveram em alta pelo terceiro dia consecutivo devido a especulações de que os estoques do produto podem ser insuficientes para satisfazer a crescente demanda por café solúvel e de pós para expresso.

Os estoques dos armazéns monitorados pela bolsa londrina Euronext.liffe recuaram 50% este ano devido à redução da oferta por parte do Vietnã, o segundo maior produtor mundial, atrás apenas do Brasil. Alguns agricultores do Brasil, que produzem grãos do tipo Robusta e do tipo arábica negociados em Nova York, estão segurando seus estoques devido à seca, que pode reduzir a safra do ano que vem.

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