Derrubada de tarifa sobre importação do trigo não deve alterar demanda interna
CI
Agronegócio

Derrubada de tarifa sobre importação do trigo não deve alterar demanda interna

Mercado nacional deve se sustentar, acredita INTL FCStone
Por: -Leonardo Gottems

A eminente queda da Tarifa Externa Comum sob trigo importado de fora do Mercosul não deve causar mudanças na participação do trigo nacional no consumo interno. Essa é a avaliação da consultoria de gerenciamento de riscos em commodities INTL FCStone.


A análise justifica essa previsão devido às instabilidades da Argentina e do alto preço do grão vindo dos Estados Unidos. De acordo com a INTL FCStone, a demanda interna tem sido crescente nos últimos anos e deve ultrapassar os 50% na próxima safra.

“As dificuldades de importação da Argentina, principal fornecedor de trigo do Brasil e a paridade de preços entre o grão do Brasil e do mercado internacional têm incentivado o consumo do trigo produzido internamente. Os preços domésticos aumentaram consideravelmente nos últimos anos, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul”, explica a analista de mercado da INTL FCStone, Natalia Orlovicin.


“Quando comparamos o ano de 2014, vemos que o salto é ainda maior. Isso faz com que a produção nacional seja incentivada e também reduz as possibilidades de exportação, já que o país perde competitividade internacional. Segundo a Conab, o Brasil poderá produzir mais de 6,9 milhões de toneladas de trigo em 2014/15, o que significa um aumento de 25% em relação ao ano anterior”, completa o especialista.

Para o analista de mercado da INTL FCStone, João Paulo Botelho, “a Argentina não deve dispor de grande excedente exportável a ponto de suprir a maior parte da demanda brasileira e, além disso, os prêmios de exportação no país se encontram muito altos, fazendo com que o produto chegue ao Brasil bastante caro. Caso a isenção da TEC se concretize, também não deve haver grandes alterações no cenário interno, pois, como vimos em 2013, o trigo americano também chega ao Brasil a preços altos, tornando o produto nacional muito mais competitivo no mercado interno”.

Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink