Desempenho do frango (vivo e abatido) na 16ª semana de 2021, quarta de abril de 2021
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Imagem: Pixabay
PECUÁRIA

Desempenho do frango (vivo e abatido) na 16ª semana de 2021, quarta de abril de 2021

No fechamento da semana, o preço registrado apresentou valorização de 8,20% sobre a semana anterior
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A flexibilização do isolamento social e comercial combinada com a maior competitividade do frango frente a outras carnes fizeram com que, na quarta semana de abril, décima sexta do corrente exercício, o frango abatido alcançasse as melhores cotações de todos os tempos.

No fechamento da semana, o preço registrado (base: frango abatido resfriado comercializado no Grande Atacado da cidade de São Paulo) apresentou valorização de 8,20% sobre o fechamento da semana anterior e de 16,6% sobre o preço inicial de abril.

Mais significativos, porém, são os índices de incremento obtidos ao comparar-se a média da quarta semana de abril corrente (R$6,16/kg) com a média da mesma semana do ano passado (R$3,44/kg): incremento de, praticamente, 80%. Mas – o que é surpreendente! – sem qualquer ganho para o setor. Porque, de um lado, a variação aparentemente exagerada resulta dos baixos preços registrados há um ano, entre os menores da década passada; e, de outro lado, porque a recuperação obtida continua insuficiente para cobrir o aumento de custo registrado no período.

Mas a reação observada nesta quarta semana é indício, também, de que começa a se consumar a redução de produção que vinha sendo anunciada pelo setor desde o mês passado. Pois o frango vivo - que já operava por cerca de mês e meio com a cotação absolutamente inalterada – desta vez não ficou alheio ao dinamismo observado no mercado da ave abatida: obteve dois aumentos quase consecutivos de 10 centavos (o primeiro na quinta, 22; o segundo no sábado, 24) e, assim, inicia a derradeira semana de abril cotado a R$4,90/kg (base: preço ao produtor no interior paulista).

A despeito dos reajustes do frango vivo, o diferencial de preços do produto com o frango abatido aumentou mais de 60%. Um ano atrás, na mesma semana de abril, a ave abatida alcançava cotação 18,6% superior à da ave viva. Neste ano, idêntica semana, o diferencial a favor do abatido foi de 30%.


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