Desempenho do frango vivo em fevereiro e no 1º bimestre de 2019

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Desempenho do frango vivo em fevereiro e no 1º bimestre de 2019

Entrar em fevereiro com o mercado fraco e enfrentando queda na demanda, não tem sido novidade para o frango vivo
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Entrar em fevereiro com o mercado fraco e enfrentando queda na demanda – por decorrência, baixa de preços – não tem sido novidade para o frango vivo. Na maioria dos anos passados tem sido assim e neste ano não deveria ser diferente.

Mas fevereiro de 2019 surpreendeu. E no bom sentido. Porque, após um início de mês extremamente débil, o mercado passou a apresentar rápida reversão e, decorridos quase 150 dias do último reajuste positivo de preços, voltou a propiciar novas altas (abrindo parêntese, a última alta anterior ocorreu em 13 de setembro de 2018, ocasião em que o frango vivo comercializado no interior paulista chegou ao valor pico de R$3,25/kg, mantido por pouco mais de um mês; a partir daí, só retrocessos que, somados, fizeram o frango vivo perder mais de 15% em cerca de 5 meses – isto, sem considerar que boa parte dos negócios foi realizada com grandes descontos em relação à cotação de referência).

Mas, voltando a fevereiro, o mês propiciou não apenas um, mas cinco ajustes de cinco centavos cada, praticamente sucessivos. Assim, enquanto no início do período o mercado, fraco, operou com a cotação de R$2,75/kg (ainda sujeita a descontos), já na abertura do segundo decêndio (11) chegava aos R$3,00/kg, mas agora operando em mercado firme.

Como esse valor permaneceu inalterado nos 18 demais dias de fevereiro – mesmo o mercado permanecendo firme – o preço médio alcançado no mês ficou em R$2,94/kg, resultado que significou valorização de 5,27% em relação ao mês anterior, janeiro de 2019, e ganho de 18,63% sobre fevereiro de 2018.

À primeira vista foi um ganho excepcional. Mas, para que não hajam conclusões precipitadas, é fundamental lembrar que não só em fevereiro, mas em todo o primeiro quadrimestre do ano passado os preços alcançados pelo frango foram os mais baixos em mais de três anos. Assim, o incremento atual não tem maior significado. Tanto que, por exemplo, comparada à média alcançada em fevereiro de 2016, a média corrente é apenas 10% superior, ou seja, está aquém da inflação acumulada desde então.

A mesma situação se aplica aos resultados consolidados do primeiro bimestre de 2019. Como o valor médio registrado foi de R$2,86/kg(consideradas apenas as cotações de referência, isto é, sem levar em conta os descontos que prevaleceram em janeiro e no início de fevereiro), conclui-se haver valorização de 13,28% sobre o mesmo período de 2018. Mas – é inevitável repetir – no ano passado os preços do período foram os mais baixos em um triênio e, portanto, a valorização atual não tem maior significação.

O frango vivo entra em março mantendo os mesmos fundamentos observados na maior parte de fevereiro: com oferta ajustada e mercado firme. Não escapa, porém, que tem pela frente, logo depois do Carnaval, o período de Quaresma, sempre um desafio para o produto. Em função disso, o comportamento futuro do mercado torna-se uma incógnita.


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