Desempenho do frango vivo na quarta semana de outubro

Agronegócio

Desempenho do frango vivo na quarta semana de outubro

Mais uma semana passou sem que o mercado do frango vivo apresentasse qualquer indicio de mudança
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Mais uma semana passou sem que o mercado do frango vivo apresentasse qualquer indicio de mudança. E isso vem desde o final de agosto, ocasião em que a cotação referencial estabilizou-se em R$3,10/kg em São Paulo e R$3,30/kg em Minas Gerais.

Na prática, é como se esse mercado inexistisse. Ou seja: o valor referencial vale apenas para quem tem vendas programadas com os abatedouros. Os demais – isto é, o verdadeiro mercado “spot” – se sujeitam à boa vontade do momento. Neste caso, muitos negócios são fechados por menos de R$3,00/kg, o que significa remuneração inferior à vigente um ano atrás quando, apesar da estabilidade então registrada, o mercado se mantinha bastante ativo.

Na realidade, pois, a situação é de extrema fragilidade. Mas essa fragilidade não está restrita ao frango vivo, alcança também o abatido. Que, em outubro, não conseguiu repetir o bom desempenho de setembro (recorde de preço do ano) e, no momento, já registra cotações inferiores às do início do mês.

Como, aparentemente, não está ocorrendo aumento de produção, tal comportamento - conclui-se - só pode ser reputado a uma crescente retração do consumo. Mas pode ser, também, que a oferta interna esteja sendo engrossada por produto não exportado.

Por sinal, em recente análise sobre as tendências de exportação do Brasil, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) observou que, em comparação às exportações norte-americanas (16% da produção), o Brasil exporta o equivalente a mais de 30% de sua produção, o que torna suas exportações essenciais para a vitalidade e o crescimento do setor.

Uma vez que (dados da primeira quinzena do mês) as exportações de carne de frango de outubro caminham de maneira bem mais lenta que o desejável, explica-se porque, apesar de uma baixa produção, o mercado interno mostra fragilidade maior que o habitual.


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