Dia de Campo do Algodão aborda tema voltado para qualidade da fibra

Agronegócio

Dia de Campo do Algodão aborda tema voltado para qualidade da fibra

O Dia de Campo do Algodão conta com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão e do Fundeagro.
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Visando ajudar os cotonicultores baianos a manter esse importante diferencial competitivo, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia e Embrapa Algodão realizaram no dia 2 de julho, o Dia de Campo do Algodão – tradicional evento da cotonicultura da Bahia -, que neste ano veio com o tema: "Qualidade da Fibra de Algodão: o diferencial que agrega valor". O evento foi realizado no Campo Experimental da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães e contou com cerca de 400 participantes, entre eles, produtores, gerentes de fazendas, técnicos, consultores, instituições de ensino e pesquisa, acadêmicos, entidades do agronegócio, autoridades e multinacionais.
 
Para o presidente da Abapa, Celestino Zanella, o evento é uma oportunidade para os produtores conhecerem os trabalhos de pesquisa, desenvolvidos na região. “O Dia de Campo nos mostra que é possível desenvolvermos, ainda mais, a agricultura na região. Estas pesquisas realizadas nos fazem acreditar que um dia poderemos escolher as variedades nos talhões dos nossos campos experimentais, e plantarmos com mais segurança e certeza de que estamos plantando uma fibra diferenciada. Nesse dia estaremos mais tranquilos e é isso que esperamos das nossas entidades parceiras, Embrapa e Fundação Bahia”, disse Zanella.
 
Com três estações montadas, o evento abordou temas pertinentes ao novo momento em que vive o algodão. Na primeira estação, o pesquisador da Fundação Bahia, Dr. Murilo Pedrosa e os pesquisadores Embrapa Algodão, Camilo de Lelis Morello e Dr. Nelson Suassuna, abordaram o tema: ‘Adoção de Novas Cultivares de Algodão para o Oeste da Bahia - Cultivares Bollgard II com Genética Embrapa e Fundação Bahia’. Na segunda estação, o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. Júlio Bogiani, abordou o tema: ‘Benefícios do SPD e Cultivo de cobertura para o algodoeiro’, enquanto que o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. João Henrique Zonta, falou sobre o 'Uso eficiente da água no sistema de cultivo'. Na terceira estação, o pesquisador Dr. Eleusio Curvelo, falou sobre ‘Evolução da Qualidade da Fibra na Bahia’, enquanto que o tema: 'Qualidade de Fibra: Do Plantio à Colheita', ficou por conta do consultor Geraldo Pereira e do gerente de Laboratório da Abapa, Sérgio Brentano.

“No Dia de Campo, podemos mostrar um pouco do que temos realizado em termos de pesquisa. Temos a Embrapa muito presente em nossa região, e temos desenvolvido alguns projetos que serão cruciais para o desenvolvimento da cotonicultura na Bahia”, disse o presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal.
 
Durante o evento, o presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Haroldo Rodrigues da Cunha, ressaltou a maneira que os cotonicultores na Bahia têm conduzido a situação nesse momento difícil em que passa a agricultura no estado. “Diante desse cenário de dificuldade, estamos vendo nesse evento, um olhar para a sustentabilidade, e isso é muito relevante. Estamos vendo muita preocupação em produzir a um custo mais baixo, e ajustar questões de manejo, que eventualmente vão custar muito menos. É muito interessante quando a gente fala de manejo de solo, rotação de cultura e cobertura vegetal, e isso é que vai dar o sucesso lá na frente. Estamos vendo que é preciso se preparar para os anos difíceis que virão, com um manejo mais adequado, para que o produtor sofra menos, e assim, nos anos bons, isso potencialize mais ganhos. Essa abordagem foi bem interessante, a Bahia tem um potencial produtivo gigantesco e na hora que vier, isso vai aparecer e refletir em produtividade e rentabilidade para o produtor”, disse Haroldo.
 
Para o estudante do Curso Técnico em Agropecuária, do Instituto Federal da Bahia, campus Itapetinga, o evento trouxe para ele e sua turma de 15 estudantes, muito aprendizado. “Na sala de aula ouvimos falar de todos esses assuntos, vivenciar isso no campo, é diferente. Foi muito importante para a nossa formação esse momento em que passamos ouvindo pesquisadores que tem estudado melhorias, do plantio até a colheita, no campo”, disse o estudante.
 
O Dia de Campo do Algodão conta com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão e do Fundeagro.

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