Dia do Suinocultor: atividade evoluiu
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Imagem: Pixabay
AGRONEGÓCIO

Dia do Suinocultor: atividade evoluiu

Com tecnificação e sanidade proteína suína ganhou o mudo
Por: -Eliza Maliszewski

24 de julho é o Dia do Suinocultor, foi instituído através do Projeto de Lei - PL 3519/2008 e comemorado desde 2014. E há o que comemorar. Considerada uma das atividades mais complexas do agronegócio, espalhada por todo país, tem a missão de produzir carne de qualidade, dentro das normas de sanidade e respeito aos animais.

E a suinocultura brasileira ganhou o mundo. O Brasil é o quarto maior produtor e exportador, responsável por 8% de todas as exportações mundiais e embarques para mais de 70 países. Segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), neste ano a produção poderá alcançar em torno de 4,25 milhões de toneladas, número 4% a 6,5% superior em relação às 3,9 milhões de toneladas de 2019. Nas exportações o setor pode, pela primeira vez, alcançar a marca de 1 milhão de toneladas, mesmo com a pandemia. A maior demanda vem da Ásia, afetada pelos efeitos da Peste Suína Africana (PSA).

O IBGE estima que o país tenha 4,8 milhões de matrizes de suínos e um rebanho de  41,4 milhões. A maior produção está localizada na Região Sul, com Santa Catarina na liderança, seguida do Paraná e Rio Grande do Sul. Em quarto lugar está Minas Gerais. No estado a busca por tecnologias tem revolucionado a suinocultura.

"A cadeia de suínos ainda tem um longo caminho"

O Portal Agrolink conversou com João Carlos Bretas Leite, presidente da  Associação dos Suinocultores do Estado De Minas Gerais (ASEMG). Confira a entrevista:
 
Portal Agrolink: em que nível de tecnologia a atividade está atualmente?
João Carlos Leite:
 podemos dizer que a suinocultura industrial brasileira é uma cadeia extremamente tecnificada, sejam nos processos de manejo, nas definições genética e até mesmo na gestão das granjas. Em Minas Gerais, especialmente, temos orgulho do nosso setor que persegue insistentemente novas tecnologias para tornar a cadeia cada dia mais produtiva, com índices zootécnicos memoráreis e o resultado de tudo isso pode ser visto na mesa dos brasileiros, com proteína de altíssima qualidade.

Portal Agrolink: qual o perfil do suinocultor brasileiro?
João Carlos Leite:
somos um país de proporções continentais, logo contamos com perfis muito distintos de suinocultura. Em Minas contamos com 80% do setor independente, ou seja, o produtor mineiro cuida de cada detalhe de sua granja, desde a compra das matrizes passando por inseminação, gestação, maternidade, terminação e finalizando o processo com a venda dos cevados aos frigoríficos para abate.

Portal Agrolink: como se observa questões de bem estar e sanidade?
João Carlos Leite:
são duas questões bastante delicadas já que envolvem toda a parte técnica de uma granja e são sempre observadas de perto e com grande dedicação.
A questão sanitária em Minas Gerais, além de cuidada individualmente por cada produtor, é acompanhada pela ASEMG em parceira com o nosso órgão de defesa, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e pelo Comitê Estadual de Sanidade Suína (COESUI), composto pelos mais diversos participantes da cadeia. Dessa forma conseguimos verificar as ameaças e manter o plantel estadual dentro de controle.
 
Em relação ao bem estar animal, estamos passando por uma profunda mudança de cultura o que requer investimento em novas instalações das granjas e novas formas de manejo, que já se encontram em andamento e com a certeza irraigada na mente do produtor de que este é um caminho novo porém extremamente necessário e importante para o perfeito andamento da cadeia.

Portal Agrolink: ainda há muitos mitos em relação ao consumo de carne de porco. O Brasil exporta um bom volume de carne suína mas o consumo interno precisa de incentivo?
João Carlos Leite: infelizmente ainda temos alguns mitos presentes no inconsciente do brasileiro, em sua maioria ligados a sanidade e alto teor calórico, no entanto já é constatada uma diminuição destes paradigmas e isso é resultado do forte trabalho que as associações que representam o suinocultor, capitaneada pela Associação Brasiliera de Criadores de Suínos (ABCS),  que colhe resultados concisos no incremento do consumo per capita no país. A cadeia de suínos ainda tem um longo caminho pela frente, mas acreditamos que esta é uma grande oportunidade de elevarmos o consumo desta proteína.
 


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