Dia Nacional da Árvore é comemorado no Tocantins
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Imagem: Marcel Oliveira

MEIO AMBIENTE

Dia Nacional da Árvore é comemorado no Tocantins

A data simbólica tem o objetivo a conscientização a respeito da preservação desse bem tão valioso
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Celebrado em todo o país nesta segunda-feira, 21, o Dia da Árvore é uma data destinada a uma reflexão sobre a continuidade da existência dessa riqueza natural tão importante para a manutenção da vida. Diversos fatores contribuem a cada dia para a diminuição da quantidade de árvores no mundo, as causas mais comuns são as queimadas e o desmatamento, porém, algumas ações auxiliam na redução desses impactos negativos causados no meio ambiente.

As ações de preservação e educação ambiental, desenvolvidas pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), tem como finalidade orientar sobre a necessidade da preservação ambiental. O Dia Nacional da Árvore é celebrado com a entrega de 2 mil mudas de árvores nativas do cerrado que foram doadas pela empresa UHE CESTE, da cidade de Estreito no (MA). A população poderá fazer a retirada de até cinco mudas no prédio da Semarh, das 08 às 16 horas durante toda semana até sexta-feira, 25, ou enquanto durar o estoque.

O secretário da Semarh, Renato Jayme, destaca a relevância dessa distribuição das mudas no auxílio da preservação ambiental. “Essa mobilização que estamos realizando com a entrega dessas mudas para a população é um estímulo que tem como objetivo despertar a responsabilidade ambiental nas pessoas”, afirmou. O secretário também destacou que “a data específica acontece uma vez por ano, mas na verdade todo dia é dia do meio ambiente e é necessário preservar sempre”.

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), também é parceiro da Semarh e vai realizar a distribuição de 5 mil sementes de árvores frutíferas e não frutíferas. A instituição tem o foco na restauração ecológica-econômica em áreas degradadas e alteradas no Tocantins, e desde 2017 desenvolve o projeto Restaura-TO em conjunto com diversas instituições.

“O propósito maior do projeto Restaura-TO é promover o uso racional da flora e da cobertura de vegetação nativa do Tocantins, transformando Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL), degradadas e alteradas em zonas estratégicas, para conservação dos recursos naturais e economia do Estado. Partindo da premissa de que a implantação do Programa de Regularização Ambiental (PRA), após a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), ampliará a demanda de restauração da cobertura vegetal e da flora nativa em APP e RL degradadas e alteradas”, enfatiza Ricardo Haidar coordenador do projeto.

Nativas do Cerrado

O bioma cerrado, predominante no Tocantins, está presente em 87% do território estadual e conta com diversas árvores nativas da região. Durante todo mês de setembro a Semarh tem publicado nas redes sociais da instituição as árvores que fazem parte desse bioma.

Dentre elas está a Fava-de-Bolota (Parkia multijuga) ou Faveira, árvore símbolo do Tocantins e muito comum no nosso estado. Na capital, ela está em diversos canteiros e na Praça dos Girassóis, e apresenta como uma das características a sombra frondosa. O Ipê (Bignoniaceae) também é bastante comum na região e possui uma grande variedade nos gêneros Tabebuia e Handroanthus. Essa árvore é conhecida por sua beleza e exuberância das flores, que ao caírem no chão, formam uma espécie de tapete com suas fortes cores. As árvores podem ser vistas nas cores amarela, branca, rosa ou roxa e são muito utilizadas tanto na arborização de ruas e avenidas, quanto no paisagismo em geral.

Outra árvore que pode ser encontrada por aqui é o caju, que é considerado como fruto do cajueiro (Anacardium occidentale) quando, na verdade, trata-se de um pseudofruto. O fruto propriamente dito é a castanha e o pedúnculo floral é o que popularmente chamamos de fruta, apresentando tonalidade amarela, rosada ou vermelha. O cajueiro alcança até 10m de altura e possui copa larga, com galhos que pendem até o solo. Em geral, o tronco é tortuoso e ramificado.

O Pequi (Caryocar brasiliense) também é um fruto típico do cerrado brasileiro muito utilizado na culinária, sendo de sabor e aroma bem marcantes. O pequizeiro é uma árvore de copa frondosa que pode chegar até 12 metros de altura. Suas folhas são grandes, cada uma composta por três grandes folíolos, cobertos por uma penugem e com as pontas entrecortadas.

Vale ressaltar que o Cerrado é formado por um mosaico de vegetações, apresentando desde formações florestais até formações campestres. Além disso, é influenciado por uma série de fatores ambientais, como tipo de solo e de clima. Todos esses fatores contribuem para a diversidade de espécies do Cerrado, apresentando árvores com as mais variadas particularidades, porém, apesar das diferenças, a maioria das espécies apresenta certas características em comum: árvores de pequeno porte, caule retorcido e casca e folhas grossas.

Por conta da quantidade de pessoas que vieram retirar as mudas, a ação que seria realizada até sexta-feira, 25, finalizou hoje, com a distribuição de todo estoque, encerrando de forma antecipada a doação das 2 mil mudas de árvores nativas do bioma Cerrado. 

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