Do paisagismo à piscicultura
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Imagem: Divulgação
PISCICULTURA

Do paisagismo à piscicultura

O produtor do município de Castelo saiu do paisagismo para a produção de pirarucu com apoio da ATeG Senar
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O produtor rural Edmar Campanha do município de Castelo, no Espírito Santo, saiu do paisagismo para a produção de pirarucu com apoio da Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Ele e a família começaram a plantar árvores por hobbie e o pirarucu entrou para complementar o paisagismo. “A macadâmia veio, o lago entrou para irrigar as macadâmias e acabamos inserindo o pirarucu. A primeira ninhada há quatro anos tinha 180 peixes, daí comecei a me interessar e a pesquisar”, conta.

O produtor tem cinco viveiros e um laboratório e a renda extra da família vem da comercialização de alevinos para ornamentação ou engorda para consumo.

“A minha ideia é ir subindo paulatinamente à medida que vou ganhando experiência, mas gostaria de trabalhar com o mínimo de cinco mil animais e a meta de 10 mil peixes/ano”, explica Campanha.

A assistência técnica do Senar traz orientações mensais para o produtor, seja para alimentação dos peixes ou para o gerenciamento da propriedade. Uma das sugestões do técnico de campo foi a criação de um tanque para formação de plâncton, substância natural que serve para alimentação dos alevinos.

“A gente faz um processo de fertilização da água e diariamente se coleta com a rede de arrasto o plâncton que também é armazenado para complementação da alimentação dos alevinos que estão em laboratório,” afirma Fabiano Giori, técnico de campo.

“Além de proporcionar um alimento de alto teor de proteína bruta, o plâncton também serve de estímulo para que os animais aprendam a pegar a ração”, completa.

Com as orientações e mudanças no manejo, a mortalidade de animais tem ficado entre 10 e 20%, índice que chegava a 50% no início da criação. O produtor também teve redução de custos na compra de ração e fertilizante, que chegava a 70% do custo operacional efetivo.

“Estávamos trabalhando com duas mil unidades de alevinos e o planejamento para a próxima safra é ter três matrizes e alcançar de cinco a seis mil unidades produzidas”, ressalta o técnico de campo.

A partir da assistência técnica, Edmar Campanha também passou a anotar tudo que é feito na propriedade. "Antes eu misturava minhas contas pessoais e familiares com a da roça, mas hoje ela se sustenta e só sei disso hoje graças a essas anotações."

A assistência técnica do Senar atende 10 produtores de peixe na região. “Esses 10 estão fechando a segunda safra, os 24 meses, e têm mostrado resultados muito satisfatórios e chamando a atenção de outras propriedades vizinhas”, afirmou Fábio Bienow Pagung, supervisor da Assistência Técnica e Gerencial no Senar Espírito Santo.

“Eu quero que essa cadeia seja viável. Tenho esse sonho, mas que seja viabilizada para a comunidade”, conclui o produtor Edmar Campanha. Assista a matéria no programa Nosso Agro.


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