Doença de Newcastle: novos países restringem produtos avícolas do Brasil
O que muda para o comércio de produtos avícolas
Foto: Divulgação
As restrições às exportações brasileiras de produtos avícolas após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba (SC) seguem em vigor em mercados internacionais. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Malásia e México suspenderam importações de produtos avícolas de todo o Brasil, enquanto Arábia Saudita, China e Chile aplicam restrições a produtos provenientes de Santa Catarina.
As medidas foram adotadas por parceiros comerciais após a confirmação da ocorrência da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus localizado em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. Segundo dados divulgados pelo Mapa, as restrições variam conforme o país importador e os produtos abrangidos pelas medidas sanitárias.
A Malásia suspendeu as importações de carne, produtos cárneos e miúdos de aves provenientes de todo o território brasileiro. O México também adotou restrições nacionais, que abrangem aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis e pintinhos de até três dias. No caso mexicano, a suspensão inclui ainda aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização, além de aves de companhia.
Outros três países restringiram as importações de produtos avícolas provenientes especificamente de Santa Catarina. A Arábia Saudita suspendeu as compras de carne e produtos cárneos de aves originários do estado. A China adotou a mesma restrição para essas categorias de produtos.
O Chile, por sua vez, aplicou medidas que abrangem uma lista mais ampla de mercadorias. A suspensão inclui ovos férteis, ovos SPF, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves, ovos destinados ao consumo humano e produtos cárneos que contenham carne fresca de aves. As medidas têm abrangências diferentes conforme os requisitos sanitários estabelecidos por cada mercado importador.
Apesar das restrições comerciais, o Ministério da Agricultura reitera que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações. A orientação do Mapa diferencia as medidas sanitárias adotadas por parceiros comerciais para a importação dos produtos da segurança dos alimentos inspecionados oficialmente destinados ao consumo.
O Ministério mantém contato com as autoridades sanitárias dos países importadores e fornece informações técnicas sobre a ocorrência da doença de Newcastle e as medidas de controle adotadas no Brasil.
Segundo dados divulgados pelo Mapa, a atuação busca garantir a transparência das informações e avançar nas negociações para a retomada segura do comércio, respeitando os requisitos sanitários de cada mercado. A situação dos demais destinos das exportações brasileiras de produtos avícolas continua sob monitoramento. O Ministério informou que divulgará novas informações à medida que houver atualizações confirmadas sobre as restrições.