É criada cooperativa de ovinos em Minas Gerais
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Agronegócio

É criada cooperativa de ovinos em Minas Gerais

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Ovinocultores de Minas Gerais formaram, este mês, a Cooperativa Mineira de Produtores de Cordeiro (Procordeiro) para estimular a criação de ovelhas e aumentar a produção de carne de cordeiro. "Queremos produzir carne de qualidade", diz José Machado, presidente da entidade, que reúne 85 criadores, donos de 10 mil cabeças.

Machado diz que, embora pratos à base de carne de cordeiro constem dos cardápios de cerca de 100 restaurantes da capital mineira, a grande maioria dos estabelecimentos não serve a iguaria por falta de material de qualidade. "O mercado é promissor. Falta orientação para produzir de acordo com o que o consumidor quer", afirma.

Por isso, a cooperativa vai disponibilizar aos associados um software de gerenciamento de rebanho, para melhoramento genético. "É um controle zootécnico, cujo objetivo é o aumento de peso dos cordeiros para abate", diz Machado. A cooperativa também realizará estudo para saber qual raça melhor se adapta a cada região do estado.

Octávio Rossi de Morais, técnico da Procordeiro, afirma que na ovinocultura o retorno comercial é mais rápido em comparação a outras atividades. Enquanto a produção de um bezerro comercial dura entre dois e três anos, em dez meses um cordeiro já está pronto para o abate. A gestação dura cinco meses; a lactação, o pós-desmame e o regime de confinamento, mais cinco. "Além disso, em um hectare é possível criar de seis a oito ovelhas, enquanto na bovinocultura, na mesma área, se cria um animal apenas".

Morais diz que o custo de produção, em Minas Gerais, gira em torno de R$ 1,20 o quilo. O preço do quilo (vivo) de um cordeiro chega a R$ 3,00. Já o quilo da carne bovina é comercializada em média a R$ 1,70. "O rendimento no abate na ovinocultura é da ordem de 42%, pois se aproveita também subprodutos como o couro e as vísceras do animal", diz. Segundo ele, a peça de couro acabado pode chegar a R$ 70,00. O maço de tripas (formado pelas vísceras de quatro animais) é vendido a R$ 25,00. "É um mercado em expansão, por isso a cooperativa quer estimular toda a cadeia produtiva".


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