Em greve, ruralistas argentinos protestam em estradas

Agronegócio

Em greve, ruralistas argentinos protestam em estradas

Os ruralistas pretendem bloquear a venda de gado e grãos durante a greve, que paralisou os mercados agrícolas do país nesta semana
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BUENOS AIRES (Reuters) - Fazendeiros argentinos bloquearam várias rodovias do país de forma intermitente na terça-feira, o quinto dia de uma greve contra a política agrícola do governo que reacendeu um conflito duradouro sobre taxas de exportação.

Os ruralistas pretendem bloquear a venda de gado e grãos durante a greve, que paralisou os mercados agrícolas do país nesta semana. Alguns produtores querem ampliar o protesto para além de sexta-feira, embora seus dirigentes digam que o prazo para o encerramento deva ser mantido.

"Há um profundo descontentamento entre as pessoas, mas minha impressão é de que a greve não irá continuar," disse Ricardo Buryaile, vice-presidente da Confederação Rural Argentina.

O país é um dos maiores fornecedores mundiais de milho, trigo e soja, mas analistas do setor dizem que a atual greve não deve afetar as exportações, porque a maioria das fábricas beneficiadoras de soja tem estoques e a safra deste ano já terminou.

Um aumento no imposto sobre a exportação de soja desencadeou os atritos entre ruralistas e o governo em março de 2008, mas os produtores também estão irritados com outras restrições a exportações e com controles de preços nos mercados locais. O novo protesto foi provocado por um veto da presidente Cristina Kirchner a parte de uma lei destinada a ajudar produtores afetados pela seca.

A falta de chuvas em grande parte das áreas de cultivo do país afetou o final da colheita de grãos e ameaça a safra de trigo e milho.

A TV local mostrou grupos de agricultores bloqueando estradas em várias áreas rurais do país, e alguns prometeram intensificar as manifestações.

"Não sei se vamos desistir, porque estamos furiosos," disse um produtor ao canal TN na localidade de Olavarria, na província de Buenos Aires.

No entanto, a atual greve é tímida em comparação aos protestos do ano passado, que afetaram os mercados financeiros e serviram de teste para o governo de Cristina Kirchner.


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