Em março, IBGE prevê safra de grãos 0,9% menor que em 2011

Agronegócio

Em março, IBGE prevê safra de grãos 0,9% menor que em 2011

Estima uma produção de 158,6 milhões de toneladas
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A terceira avaliação da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas estima uma produção de 158,6 milhões de toneladas, 0,9% menor que a obtida em 2011 (160,1 milhões de toneladas) e 0,7% maior que a estimativa de fevereiro. A área a ser colhida em 2012, de 50,6 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 4,0% frente a 2011 e aumento de 0,6% quando comparada ao mês anterior. A três principais culturas, arroz, milho e soja, que somadas representam 90,9% da previsão da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondem por 83,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, o arroz apresenta uma redução de 10,4% na área destinada à colheita, enquanto que são observados acréscimos na área do milho (13,9%) e da soja (2,9%). No que se refere à produção, o arroz e a soja sofrem decréscimo de, respectivamente, 14,2% e 11,1%, e o milho um aumento de 17,3% na comparação com 2011. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa.

Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresenta a seguinte distribuição: região Centro-Oeste, 62,8 milhões de toneladas; Sul, 56,5 milhões de toneladas; Sudeste, 18,4 milhões de toneladas; Nordeste, 16,4 milhões de toneladas e Norte, 4,5 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, houve incrementos nas regiões Nordeste (12,5%), Sudeste (7,1%), Norte (2,3%) e Centro-Oeste (12,0%). Na região Sul, houve queda de 16,8%. Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,1%, seguido pelo Paraná, com 19,3% e Rio Grande do Sul, com 12,5%, estados estes que somados representam 54,9% do total nacional.


Estimativa de março em relação à produção obtida em 2011

Dentre os 26 produtos selecionados, 11 apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (1,5%), amendoim em casca 2ª safra (3,1%), batata-inglesa 3ª safra (3,3%), café em grão – arábica (15,5%), café em grão – canephora (6,0%), cana-de-açúcar (3,9%), feijão em grão 2ª safra (25,6%), mandioca (2,8%), milho em grão 1ª safra (2,2%), milho em grão 2ª safra (40,7%) e triticale em grão (4,6%). Com variação negativa são 15 produtos: amendoim em casca 1ª safra (2,9%), arroz em casca (14,2%), aveia em grão (11,9%), batata-inglesa 1ª safra (7,7%), batata-inglesa 2ª safra (3,9%), cacau em amêndoa (2,2%), cebola (0,2%), cevada em grão (13,9%), feijão em grão 1ª safra (12,5%), feijão em grão 3ª safra (8,2%), laranja (1,8%), mamona em baga (42,3%), soja em grão (11,1%), sorgo em grão (19,4%) e trigo em grão (9,9%).

Destaques na estimativa de março em relação a fevereiro de 2012

ARROZ (em casca) – A produção esperada de 11,5 milhões de toneladas é 1,2% inferior ao último levantamento. Essa redução se deve ao Rio Grande do Sul, maior produtor, com 64,8% de participação na produção nacional. A atual estimativa da produção gaúcha é 2,0% menor do que o número do levantamento de fevereiro em função da redução na estimativa de área a colher (1,2%) e do rendimento médio (0,8%), passando de 7.247 kg/ha para 7.189 kg/ha em março. O atraso na semeadura, somado ao reduzido aporte de água para irrigação em função da estiagem e do baixo nível dos reservatórios, contribuíram para esta redução. Em Santa Catarina, segundo maior produtor (8,8% da produção nacional) houve aproximadamente 1.200 hectares de área perdida no arroz irrigado (devido ao granizo) e 101 hectares no arroz de sequeiro (devido à estiagem), o rendimento médio das lavouras foi caiu 1,3%, o que determinou uma queda da estimativa da produção em 1,9%, quando comparada à última avaliação.

CAFÉ (em grão) – Considerando o arábica e o canephora em conjunto, a safra nacional está estimada em 3.004.725 t (50,1 milhões de sacas de 60 kg), significando uma queda de 1,6% em relação à estimativa de fevereiro. A área total ocupada com a cultura é de 2.355.693 ha, um acréscimo de 2,1%. A área a ser colhida, de 2.118.412 ha, apresenta variação de -0,2%. O rendimento médio decresce 1,4% em relação à estimativa do mês anterior. Foi registrado período de estiagem (veranico) em importantes regiões produtoras do Sudeste, como a Zona da Mata de Minas Gerais (-1,1%) e o Espírito Santo (-4,1%).

FEIJÃO (em grão) 1ª safra – Estima-se uma produção de 1.708.768 toneladas, 2,7% menor que em fevereiro. A região Sul, que em 2011 foi a maior produtora (38,8%), reduziu sua participação para 29,9% devido ao reduzido volume de chuvas. A região Nordeste prevê uma produção de 619.408 toneladas, o que a torna a maior produtora da 1ª safra, com 36,2% da produção nacional.

FEIJÃO (em grão) 2ª safra – A produção esperada é 3,1% maior que a estimativa de fevereiro, alcançando 1.397.398 toneladas, o que se deve a uma estimativa maior de área plantada no Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, devido aos bons preços observados no momento do plantio. Houve incrementos na área plantada do Mato Grosso (21,7%) e de Goiás (20,2%) com expectativa de aumento da produção de 20,1% e 19,9%, respectivamente.

MILHO (em grão) Total – A soma das duas safras de milho deve alcançar uma produção de 66,0 milhões de toneladas, superior 4,3% em relação ao último levantamento. Este aumento reflete a variação positiva na área plantada (2,9%) e no rendimento médio (2,1%).

MILHO (em grão) 2ª safra – A previsão para a segunda safra de milho apresenta acréscimo de 6,1% na área plantada, 2,8% no rendimento médio e 9,0% na produção na comparação com fevereiro. Mato Grosso, maior produtor desta safra (37,6%), teve aumento da área plantada (10,7%), em relação à estimativa anterior, devido ao bom preço do produto e à maior janela de plantio em relação ao ano anterior, devido ao início do período chuvoso, dentro da média histórica.

SOJA (em grão) – A produção esperada para a soja em 2012 (66,6 milhões de toneladas) é 1,8% menor que em fevereiro. Embora a área a ser colhida (24.741.470 ha) aponte um aumento de 0,7%, o rendimento médio esperado (2.692 kg/ha) registra uma queda de 2,5%. O decréscimo na produção é decorrente das condições climáticas desfavoráveis ocorridas principalmente na região Sul. Esta região registrou aumento de 0,9% na área a ser colhida. Porém houve diminuição de 7,2% no rendimento médio, ocasionando uma redução de 6,4% na estimativa de produção. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais sofreu com a estiagem, acusando uma diminuição no rendimento médio de 14,8% e queda de 14,6% na produção frente ao último levantamento. A Região Centro-Oeste, responsável por 52,6% da produção do grão neste ano, variou negativamente sua produção em comparação ao mês anterior (- 0,1%), como consequência da queda das estimativas do rendimento médio em 0,7%. O Mato Grosso, principal produtor nacional (32,7%), foi o responsável pela redução nas estimativas de produção da região, devido à menor avaliação do rendimento médio (1,4%), agora estimado em 3.133 kg/ha.

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA).

Em atenção a demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos para Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em outubro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.
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