Emater investirá R$ 1,7 milhão em dois anos

Agronegócio

Emater investirá R$ 1,7 milhão em dois anos

A Emater terá R$ 1,7 milhão para investir em projetos de bovinocultura e de agroindústrias no Estado ao longo de 2017 e 2018
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A Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais) terá R$ 1,7 milhão para investir em projetos de bovinocultura e de agroindústrias no Estado ao longo de 2017 e 2018. Os convênios, que foram assinados na última semana, durante a 51ª Assembleia Geral da Asbraer (Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural), são considerados fundamentais para levar tecnologia ao campo e incentivar a produção sustentável. No evento, também foi assinado um termo de cooperação técnica com o governo de Pernambuco, que permitirá o desenvolvimento da palma forrageira em Minas Gerais.
 
Um dos convênios, assinado entre o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e a Emater-MG, garantiu o valor de R$ 816 mil para o fortalecimento das ações voltadas para o desenvolvimento da pecuária bovina em Minas. Com o recurso, serão implantadas 45 unidades de demonstração técnicas distribuídas nas principais regiões do Estado.
 
De acordo com o gerente da Unidade de Planejamento e Estratégia Corporativa da Emater-MG, Cláudio Augusto Bortolini, o recurso é importante para o Estado, uma vez que a bovinocultura, tanto de leite quanto de corte, é uma das principais atividades da agricultura familiar.
 
“Vamos preparar as 45 propriedades para que elas sirvam de vitrine de novas tecnologias e promovam o desenvolvimento das propriedades rurais. Estas localidades vão receber assistência técnica, insumos e alguns equipamentos. O projeto será acompanhado de perto pelos técnicos da Emater-MG e os resultados mostrados para outros produtores. Nosso objetivo é contribuir para a difusão de tecnologias, para a melhoria da qualidade do leite, da questão sanitária do rebanho, alimentação e nutrição dos animais”, explicou Bortolini.
 
O segundo convênio, no valor de R$ 884 mil, foi assinado entre o Mapa e a Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento). A verba será aplicada em ações que visam ao desenvolvimento da agroindústria de alimentos.
 
O projeto será desenvolvido em regiões onde as agroindústrias já estão instaladas. Além da Emater, a parceria envolve as vinculadas da Seapa como a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e o IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária). Juntos, os profissionais vão assessorar os estabelecimentos de processamento de alimentos.
 
“Neste caso, a Emater-MG, sendo uma das vinculadas da Seapa, participa executando as ações para agregar valor e qualidade aos produtos fabricados”, informou Bortolini.
 
Palma
 
No evento, também foi firmado um acordo de cooperação técnica com o estado de Pernambuco, para o estudo da palma forrageira em Minas. A iniciativa é importante para a bovinocultura, já que planta, que se desenvolve em áreas do semiárido, é fonte de alimentos para o rebanho bovino em períodos de seca.
 
O acordo de cooperação técnica e transferência de tecnologia foi assinado entre Seapa, a Emater, a Epamig e o IPA (Instituto Pernambucano de Agropecuária). Com início imediato, o acordo prevê que o IPA fornecerá para Minas Gerais 14 variedades de palma forrageira. Além das mudas, o instituto pernambucano vai orientar e capacitar os técnicos mineiros.
 
“No Nordeste do País, as condições climáticas se assemelham ao semiárido mineiro, predominando a seca e a aridez. A palma forrageira é uma planta que se mostra tolerante ao estresse hídrico e serve como uma alternativa de alimento para os bovinos em períodos de escassez”, explicou Bortolini.
 
O objetivo é propagar as mudas através da Unidade Experimental da Epamig em Janaúba, no Norte de Minas. As espécies serão plantadas, multiplicadas e estudadas. A espécie que melhor se adaptar será distribuída para os produtores.
 
“Sempre estamos buscando novas alternativas para levar a tecnologia e o conhecimento ao campo. Nossa missão é buscar meios para o desenvolvimento sustentável da agropecuária em Minas Gerais”, disse Bortolini.


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