Embrapa apresenta inovações para soja na Tecnoshow

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Embrapa apresenta inovações para soja na Tecnoshow

Embrapa Soja, o CTPA e a Emater/GO lançam na Tecnoshow a cultivar de soja BRS GO 7654RR
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A Embrapa Soja, o Centro Tecnológico para Pesquisas Agropecuárias (CTPA) e a Emater/GO lançam na Tecnoshow, realizada em Rio Verde, Goiás, de 8 a 12 de abril, a cultivar de soja BRS GO 7654RR. Além disso, serão apresentadas seis cultivares de soja para região Central do Brasil (BRS 511, BRS 388RR, BRS 1001IPRO, BRS 1010IPRO, BRS 1003IPRO, BRS 1074IPRO). A Embrapa Soja também irá apresentar um conjunto de práticas de manejo responsável que vão desde a semeadura à pós-colheita tecnologias. Outro destaque será a demonstração prática da metodologia Fast-K, teste rápido para determinação da concentração foliar de potássio (K) em condições de campo na cultura da soja.

Lançamento - A cultivar BRS GO 7654 RR apresenta alto potencial produtivo, esta cultivar RR é uma excelente opção de refúgio para soja Bt, uma vez que existem poucas cultivares com esta tecnologia no mercado. A cultivar BRSGO 7654RR é uma soja transgênica com tolerância ao glifosato, produtiva e com excelente resistência ao acamamento. Pertence ao grupo de maturidade relativa 7.6, apresenta crescimento indeterminado, flor branca e hilo marrom claro, resistência à Pústula bacteriana e ao Cancro da haste, e moderada resistência à Mancha "olho-de-rã" e ao Oídio.

A BRS GO 7604RR é indicada para MS (REC 301), GO (RECs 301, 302, 303, 304 e 401), SP (REC 302), MG (RECs 302, 303, 304), GO (RECs 301, 303, 401) e MT (REC 401). A nova cultivar tem como diferencial a boa sanidade, a resistência ao acamamento e a excelente plasticidade. A plasticidade é importante porque o produtor tem margem para minimizar os problemas de estabelecimento de população de plantas, o que ajuda a melhor o desempenho e a garantir o potencial produtivo da cultivar.

Fast-K - A proposta do Fast-K é melhorar o manejo nutricional da soja, por intermédio de um teste foliar que avalia na lavoura de soja a concentração de potássio (K), macronutriente fundamental para o desenvolvimento das plantas. A avaliação permite corrigir possíveis deficiências nutricionais com agilidade, pois substitui as atuais análises laboratoriais convencionais mais demoradas.  “Ao realizar o teste foliar no campo, a assistência técnica ganha tempo para tomar as decisões mais acertadas em relação à correção da deficiência de potássio ainda na safra em curso, uma vez que o potássio tem influência direta na produtividade”, detalha o pesquisador Embrapa Adilson de Oliveira Jr.

O potássio é o segundo nutriente mais exportado pela soja, atrás apenas do nitrogênio, que é fornecido via fixação biológica de nitrogênio (FBN). Estudos desenvolvidos pela Embrapa indicam que, em média, a soja demanda 20 quilos de óxido de potássio (K2O) por hectare para cada tonelada de grãos produzida. O nutriente é retirado pelas plantas do solo que, com o tempo, vai ficando sem o elemento. “Essa alta exportação de potássio quando não é reposta nas quantidades exportadas pode levar à redução da disponibilidade do nutriente no solo e, consequentemente, a redução de produtividade”, explica Oliveira Jr. 

Palestras - O pesquisador da Embrapa Soja Adilson de Oliveira Jr. também irá ministrar palestras sobre a metodologia Fast-K, nos dias 8 e 9 de abril, na Casa da Embrapa e no Auditório da Comigo. Outra palestra que também será ministrada na Tecnoshow será sobre manejo do solo para alta rentabilidade e estabilidade. 

De acordo com o pesquisador Alvadi Balbinot, da Embrapa Soja, o objetivo é apresentar as principais estratégias para aprimoramento do manejo do solo em plantio direto, visando uma melhoria nos atributos físicos, químicos e biológicos. “Neste sentido, a ideia é enfatizar o impacto destas estratégias na melhoria da taxa de infiltração e de retenção de água no solo, inclusive, para dar estabilidade à cultura frente a veranicos”, destaca.  De acordo com o pesquisador, também será destacada a importância do crescimento radicular abundante no perfil do solo. “Isso porque somente com um manejo do solo adequada são obtidas as altas produtividades”, ressalta Balbinot.


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