Embrapa comemora Dia Mundial do Meio Ambiente com exposição em Brasília

Agronegócio

Embrapa comemora Dia Mundial do Meio Ambiente com exposição em Brasília

Inseticidas biológicos que não poluem e não deixam resíduos foram as atrações da Empresa em evento na Concha Acústica
Por: -Joana
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Inseticidas biológicos que não poluem e não deixam resíduos serão as atrações da Empresa em evento na Concha Acústica

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 47 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, faz a sua homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, apresentando ao público de Brasília os quatro inseticidas biológicos que desenvolveu para controle de mosquitos transmissores de doenças e pragas agrícolas. Os produtos serão apresentados durante o Festival das Águas, evento promovido pela CAESB - Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, no período de 2 a 5 de junho, na Concha Acústica de Brasília.

Os bioinseticidas foram desenvolvidos a partir de bactérias específicas para os insetos-alvo e, portanto, não poluem, não deixam resíduos e são inofensivos à saúde humana, de animais e ao meio ambiente. Os quatro produtos foram desenvolvidos em parceria com a empresa privada do DF, Bthek Biotecnologia, e são eficazes contra os mosquitos transmissores da dengue e da malária; borrachudos e lagartas que atacam culturas agrícolas. Durante a mostra, o público da capital federal vai conhecer as vantagens de utilização dos inseticidas biológicos, que podem ser aplicados em lagos, córregos, cursos de água e caixas d’água.

Paralelamente aos benefícios desses produtos, o público que visitar o evento vai conhecer também as vantagens das ações de conservação de recursos genéticos promovidas pela Embrapa. Todas as bactérias utilizadas na formulação dos bioinseticidas fazem parte do Banco de Bacilos Entomopatogênicos (bactérias específicas para controlar insetos) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que contém mais de 2.300 variedades de bactérias benéficas com potencial para controle biológico de pragas.

Os cientistas da Embrapa coletam essas bactérias, que ocorrem naturalmente no solo, estudam e selecionam as mais eficientes contra os insetos-praga.

Saiba mais sobre os inseticidas biológicos da Embrapa

Os quatro bioinseticidas desenvolvidos pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia são: Bt-horus eficaz contra o mosquito transmissor da dengue; Sphaerus para controlar o mosquito transmissor da malária; “Fim da Picada” eficiente no combate a borrachudos e “Ponto.Final” para lagartas que atacam culturas agrícolas.

Todos eles já estão no mercado. Confira, abaixo, as características e vantagens de cada um:

Bt-horus: não à dengue

O inseticida biológico Bt-horus foi desenvolvido a partir da bactéria Bt (Bacilus thuringiensis), específica contra insetos e amplamente utilizada em programas de controle biológico em todo o mundo.

Basta uma gota do Bt-horus para cada litro de água e as larvas do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti) morrem em 24 horas. Como é inofensivo à saúde humana e ao meio ambiente, pode ser utilizado em locais que acumulam água, como plantas, lagos, cursos de água e caixas d’água, entre outros.

Fim para as picadas de borrachudos

O “Fim da Picada”, também desenvolvido a partir da bactéria Bacillus thuringiensis, é capaz de controlar os borrachudos, insetos de hábitos diurnos que pertencem à Família Simuliidae. São sugadores de sangue e, por isso, podem transmitir doenças para os seres humanos e animais.

Algumas espécies desses mosquitos são vetores da oncocercose, uma doença causada por um verme que se desenvolve no sangue do homem, produzindo grandes tumores sob a pele. Quando o verme se localiza nos olhos, causa cegueira parcial ou total. Essa doença ocorre em países da África Central e da América Central, além do Brasil, onde está restrita à região amazônica.

Os borrachudos atacam qualquer animal de sangue quente e picam a vítima por várias vezes. Dependendo do número e da intensidade das picadas, podem ocorrer irritações locais ou generalizadas, muitas vezes levando à perda de sangue.

Animais de interesse para a pecuária, como bovinos e ovinos, por exemplo, estão entre as vítimas desse mosquito, o que leva à diminuição da produção de carne e leite e, consequentemente, a danos para a pecuária e prejuízos para o desenvolvimento econômico.

“Ponto final” nos danos causados por lagartas às culturas agrícolas

O bioinseticida “Ponto.Final” também contém em sua fórmula a Bt e é capaz de controlar diversas lagartas que atacam culturas agrícolas, entre as quais, destacam-se: a lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis); lagarta das hortaliças (Plutella xylostella), também conhecida como traça das crucíferas; e a lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda).

Com apenas um litro por hectare, o produto é capaz de matar as lagartas-alvo, preservando insetos benéficos ao ambiente, como as “joaninhas” e as “tesourinhas”, que também são eficientes como predadoras de lagartas e pulgões.

Além disso, o inseticida biológico traz ainda uma característica bastante interessante: a certificação para uso em agricultura orgânica.


Sphaerus SC: inseticida biológico que controla a malária

O bioinseticida Sphaerus foi desenvolvido a partir de uma outra bactéria, a Bacillus sphaericus, recomendada pela Organização Mundial de Saúde para campanhas de combate a mosquitos transmissores de doenças. Ele é eficaz contra o mosquito transmissor da malária, considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a doença tropical que mais causa problemas sociais e econômicos no mundo, só superada em número de mortes pela AIDS.
No Brasil, principalmente na região amazônica, são registrados cerca de 500 mil casos da doença por ano, sendo a maior causa de mortalidade de crianças de até cinco anos de idade. O Brasil tem o maior número de casos de malária das Américas e ocupa o 3° lugar do mundo na incidência da doença.

O bioinseticida é eficaz também contra o mosquito urbano, ou pernilongo comum, como é mais conhecido, que também é transmissor de doenças, como a encefalite e a filariose, mais concentrada na cidade de Recife e para a qual não há vacina no Brasil.

As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

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