Embrapa debate sustentabilidade no Encontro Nacional de Moringa

Agronegócio

Embrapa debate sustentabilidade no Encontro Nacional de Moringa

Diogo falou sobre os grandes desafios do Brasil e do mundo na produção agropecuária sustentável em cenários de demanda crescente por alimento e energia
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O chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Edson Diogo Tavares, participou de painel no terceiro e último dia do Encontro Nacional de Moringa (Enam 2010), na sexta-feira, 5, em Aracaju.

Com moderação do pesquisador Fernando Curado, supervisor de transferência de tecnologia da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o painel abordou um dos quatro grandes temas do evento, produção agrícola e sustentabilidade.

Abordando as potencialidades e desafios para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, Edson Diogo debateu junto aos professores pesquisadores Renata Mann, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e Jacob Souto, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Diogo falou sobre os grandes desafios do Brasil e do mundo na produção agropecuária sustentável em cenários de demanda crescente por alimento e energia. Segundo o pesquisador, há alguns anos, a comunidade científica começou a vislumbrar modelos de produção agroecológica que são mais sustentáveis que a agricultura mecanizada da chamada “revolução verde”.

Para Tavares, a moringa tem grande importância nesses novos modelos agroecológicos. “Devido a seus múltiplos usos, sua resistência e adaptabilidade, a moringa se torna uma cultura fundamental para os novos modelos de sistemas agropecuários sustentáveis”, acredita.

Evento

Com cerca de 100 participantes, sendo 60% de fora de Sergipe, o Enam 2010 atingiu plenamente as expectativas, segundo o organizador do evento, o professor Departamento de Engenharia Química da UFS, Gabriel Francisco da Silva. “Foram 70 trabalhos apresentados, quatro grandes painéis com debatedores de projeção nacional e excelentes oportunidades para troca de conhecimento e experiências sobre a cultura da moringa”, disse.

De acordo com Gabriel, o Enam 2011, a terceira edição do encontro, deverá acontecer também em Aracaju.
O Enam é uma realização da Rede Petrogas e Rede Sergipe de Biodiesel, com apoio de diversas instituições, entre elas a Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) e as Universidades Federal de Sergipe (UFS) e Estadual de Maringá (UEM).

Com a consolidação do evento no país, os organizadores esperam a maior difusão da moringa, planta tropical resistente à seca e bastante adaptada ao semi-árido. Cerca de cem pesquisadores em todo Brasil fazem estudo da planta em busca de descobrir sobre suas propriedades e suas multi-utilidades, segundo Gabriel Francisco.

Utilidades

Através da moringa é possível produzir sabonetes, cosméticos e biodiesel, e ela pode ser também usada na alimentação humana e de animais, purificação da água. A oleaginosa é rica em vitaminas A e C, fósforo, cálcio, ferro e proteínas, entre outras utilidades que estão sendo descobertas através de estudos.

Jacob Souto é um dos pesquisadores da planta e salienta sua importância e suas propriedades. “A moringa, apesar de ser uma planta ainda não encontrada em grande extensão, tem se apresentado de forma eficaz e bastante produtiva. No sertão paraibano as pessoas se valem muito para suprir suas necessidades graças à moringa, mesmo com o projeto de criação de cisternas, a água não é suficiente para subsistência e graças a grande resistência que a planta tem à seca consegue amenizar o sofrimento das pessoas e animais”, disse ele.

O advogado e fazendeiro Rinevaldo Pimentel tem feito a experiência no cultivo da moringa para a produção de óleo e tem ficado satisfeito com os resultados obtidos. Com a ajuda e orientação do professor Gabriel ele vem intensificando-se no plantio da espécie. “Foi graças às pesquisas que descobrimos as múltiplas utilidades da planta, que apesar de não ser tão conhecida ainda do público em geral, aos poucos vai se tornar uma cultura muito mais abrangente”, acredita.

As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
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