Embrapa participa de audiência sobre semente crioulas

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Embrapa participa de audiência sobre semente crioulas

O chefe-geral da Embrapa participou de uma audiência pública sobre produção de sementes crioulas cultivadas por agricultores familiares
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O chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Lucas Leite, participou, na semana passada, de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará sobre produção de sementes crioulas cultivadas por agricultores familiares. O deputado Moisés Braz (PT) propôs, durante o evento, a criação de uma lei estadual que permita a compra das sementes. Com a lei, os agricultores teriam garantia para distribuir e produzir, apenas dentro do Ceará, e de forma regularizada, as sementes. O debate foi promovido pela Comissão de Agropecuária, atendendo a requerimento do parlamentar.

O Ceará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), possui o Programa Hora de Plantar, que distribui sementes e mudas, com consequente plantio e cultivo, para agricultores familiares. Atualmente, essas sementes adquiridas e os produtores que as comercializam devem, obrigatoriamente, ter registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através do Registro Nacional de Cultivares (RNC) e do Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). No entanto, a proposta da lei é para que as sementes crioulas produzidas no Ceará não precisem passar pelo cadastro nacional do MDS.

Ainda conforme Moisés Braz, o primeiro processo é criar a lei para permitir o reconhecimento das sementes, para que elas possam ser selecionadas pelo próprio Estado e distribuídas gratuitamente através dos programas de desenvolvimento de atividades agropecuárias no Ceará. "Há uma pesquisa feita pela Embrapa e pela universidade que mostra que já existem produtores que produzem também sementes, mas sementes que podem ser de fato selecionadas. E, tendo uma lei estadual, o Governo do Estado compra direto dos produtores", salientou. As sementes crioulas são produzidas pelo próprio agricultor familiar, sem passar por qualquer processo químico ou industrialização.

Participaram da audiência Nicolas Fabre, do Movimento Ceará Agroecológico; Luiz Eduardo Sobral, representante do Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (FCVA); José Rosilônio Magalhães de Araújo, delegado federal da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead); Neyara Lage, representante da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA); Antônio Rodrigues Amorim, presidente da Ematerce; Adriano Custódio, auditor fiscal, federal agropecuário; Marcos Vinícius Assunção, consultor técnico da Competências Digitais para Agricultura Familiar(Codaf); a professora Albanise Marinho, representante da Unilab, e Luiz Carlos Ribeiro de Lima, presidente da Fetraece.


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