Embrapa realiza três dias de campo em Mato Grosso
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Agronegócio

Embrapa realiza três dias de campo em Mato Grosso

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A Embrapa Pantanal (Corumbá, MS),unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realiza nos dias 1, 2 e 3 de dezembro, nas cidades de Poconé, Cuiabá e Cáceres, respectivamente, Dia de Campo sobre Anemia Infecciosa Eqüina (AIE). Através da realização do evento nas três cidades de Mato Grosso, a Embrapa Pantanal objetiva contribuir com o desenvolvimento pecuário dessa região, através da transferência de tecnologia sobre a erradicação da AIE.

Em Poconé, o evento acontece, às 19 horas, no RPPN Sesc Pantanal. Já em Cuiabá, o evento será realizado às 8 horas, na FAMATO e em Cáceres, o Dia de Campo acontece às 17:30 horas, no Sindicato Rural de Cáceres.

De acordo com o Chefe de Comunicação e Negócios da Embrapa Pantanal " Esses três eventos representam apenas o início de uma grande parceria que a Embrapa Pantanal esta articulando com os diversos parceiros no Mato Grosso para podermos atender melhor os nossos clientes Mato-grossense. Queremos muito realizar vários outros eventos desta natureza em 2004."

"Esses encontros com os pecuaristas, veterinários e profissionais agrícolas de Mato Grosso, participando dos Dias de Campo sobre AIE, caracterizam-se como um passo fundamental para que possamos caminhar com segurança em direção ao futuro seguro, objetivando a completa erradicação da doença em toda a região pantaneira", explicou o pesquisador da Embrapa Pantanal, Roberto Aguilar.

Doença - Os eqüinos são ferramentas de trabalho essenciais para o desenvolvimento da pecuária de corte pantaneira. A AIE, conhecida mundialmente como febre-do-pântano, é considerada uma das principais doenças que atacam eqüídeos na região. Entre 1990 e 1995, a Embrapa Pantanal conduziu pesquisas sobre a AIE, as quais envolveram 28 fazendas e 3.285 eqüinos. Estudos permitiram a definição das épocas de maior risco de transmissão do vírus, entre outros resultados.

Essas pesquisas deram origem ao Programa de Prevenção, Controle e Erradicação da AIE. Esse programa baseia-se no diagnóstico inicial e monitoramento periódico dos animais da propriedade, separação e manejo adequado de animais positivos e negativos e obtenção de potros negativos a partir de fêmeas positivas. A validação dessa tecnologia foi realizada com sucesso em propriedades da região. Em uma propriedade rural, 42,7% da prevalência da doença foi reduzida a zero em três anos.

A utilização de utensílios contaminados com sangue infectado e as mutucas são os principais vetores transmissores do vírus causador de AIE. Na maioria das vezes os animais não apresentam sintomas, porem são portadores do vírus. Algum animais podem apresentar sintomas como febre, anemia, hemorragias, além de depressão, perda de peso e desorientação.


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