Embrapa Trigo alerta para surgimento da giberela no Sul

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Embrapa Trigo alerta para surgimento da giberela no Sul

As chuvas registradas no final de setembro e metade de outubro no Sul do país proporcionaram condições ideais para a doença
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As chuvas registradas no final do mês de setembro e metade de outubro no Sul do país proporcionaram condições ideais para o estabelecimento da giberela nas lavouras de trigo. A doença, causada por fungo, ataca a espiga dos cereais de inverno e pode comprometer o rendimento e a qualidade dos grãos.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Trigo, Maria Imaculada Pontes Moreira Lima, a incidência da giberela depende de precipitações pluviais elevadas, ou seja, dias consecutivos de chuva. Assim, a giberela pode aparecer a partir do espigamento, apresentando risco até o enchimento de grãos. Alguns dos problemas causados pela doença à cultura do trigo são relacionados ao rendimento e à qualidade do grão, uma vez que quando a espiga é afetada nos primeiros estágios, o grão não é formado, e a maioria dos que se formam são perdidos no processo de colheita. Na alimentação, o grão com giberela pode estar contaminado com micotoxinas, que comprometem a saúde humana e causam complicações digestivas nos animais.

Sobre a ocorrência da doença no Rio Grande do Sul, a pesquisadora afirma que, com as condições climáticas favoráveis, a doença começou a aparecer nas lavouras. Ela alerta para a necessidade de ações preventivas à giberela: "O controle com o uso de produtos químicos não tem eficiência por completo, resolvendo em 50 a 70% no combate ao fungo. Por isso, a aplicação de fungicidas deve ser realizada antes que ocorram condições climáticas favoráveis", esclarece Maria Imaculada.

Contudo, mesmo que não existam cultivares resistentes, existem algumas dicas técnicas que podem ajudar o produtor a minimizar os prejuízos. De acordo com a pesquisadora, fazer escalonamento de semeadura, plantar cultivares com diferentes ciclos de desenvolvimento ou plantar cultivares menos suscetíveis são as melhores alternativas. "Em unidade demonstrativa na Embrapa Trigo foi realizado escalonamento de semeadura, ou seja, diversificação da data de plantio do trigo para minimizar os danos por giberela. As plantas da primeira semeadura foram as mais afetadas, e as que foram semeadas após quinze dias, apresentaram menos a doença", avalia a pesquisadora.

Quanto a observação da doença no campo, Maria Imaculada descreve que essa é de fácil visualização: "Quando a espiga ainda está verde, há contraste entre as espiguetas de cor palha, atingidas pela giberela, com as sadias, que são verdes". As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Trigo.


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