Embrapa Trigo busca variedade com maiores teores de ferro e zinco

Agronegócio

Embrapa Trigo busca variedade com maiores teores de ferro e zinco

O projeto selecionou 220 genótipos (grupo de plantas) que estão sendo avaliadas quanto ao teor de ferro e zinco
Por: -Renata
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O trigo é uma das principais fontes de proteína do ser humano. Cada brasileiro consome, em média, 27 kg de pão por ano. Isso é pouco se comparado à quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 60 kg per capita. Se não é possível aumentar o consumo, a pesquisa trabalha para aumentar a qualidade nutricional do trigo. Esse é um dos projetos a serem apresentados na III Encontro Anual de Biofortificação (www.cpatc.embrapa.br/biofortbrasil/), que acontece de 31 de maio a 5 de junho, em Aracaju, Sergipe.

“Desenvolver uma planta que carregue em sua base genética minerais como ferro e zinco é a proposta do projeto de biofortificação de trigo”, explica o pesquisador Pedro Scheeren. Coordenador em âmbito nacional pela Embrapa Trigo, o projeto selecionou 220 genótipos (grupo de plantas) que estão sendo avaliadas quanto ao teor de ferro e zinco. O próximo passo é realizar blocos de cruzamentos entre as plantas que apresentaram maior teor de minerais e cultivares com alto potencial de rendimento. “Ainda não é possível prever com quanto de minerais as plantas serão enriquecidas, mas com certeza teremos um alimento com maiores teores de ferro e zinco contidos na própria planta”, avalia Scheeren.

Conforme a OMS, a alimentação habitual do brasileiro é pobre em ferro ou contém ferro em formas com pouca absorção pelo organismo, independente da classe social. “Com a biofortificação de um dos principais alimentos da população, espera-se suprir, ao menos em parte, a carência deste mineral, principalmente em crianças e mulheres grávidas”, explicou o pesquisador.

A biofortificação de alimentos envolve uma rede de centros de pesquisa no Brasil e no exterior que trabalham para a melhoria nutricional de alimentos básicos como arroz, feijão, feijão caupi, milho, trigo, mandioca, abóbora e batata-doce. No Brasil, o projeto é coordenado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) e envolve outras 10 unidades da Embrapa, Universidades, centros de de pesquisa, extensão rural e associações de produtores.

A III Reunião Anual da Biofortificação no Brasil (www.cpatc.embrapa.br/biofortbrasil/) contará com a presença de mais 200 de pesquisadores e técnicos do Brasil e do exterior. O evento é uma realização da Embrapa Agroindústria de Alimentos e Embrapa Tabuleiros Costeiros, com parceria dos programas HarvestPlus e AgroSalud e apoio das empresas Monsanto, Nestlé, Pepsico e Halotek Fadel. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Agroindústria de Alimentos.


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