Agronegócio

Embrapa troca informações sobre suínos e aves com técnicos japoneses

Comitiva oficial da ALIC
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A Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e com sede em Concórdia (SC), recebeu nesta segunda-feira uma comitiva oficial da ALIC (Agriculture and Livestock Industries Corporation), órgão do Ministério da Agricultura do Japão responsável por elaborar pesquisas sobre o comportamento do mercado agropecuário no mundo. A reunião entre os técnicos da ALIC e da Embrapa permitiu que se entendesse melhor quais os espaços que existem para a carne suína produzida em Santa Catarina no mercado japonês.

 
Além da reunião na Embrapa, os três técnicos da ALIC (Shunichi Shinkawa, Kenta Yonemoto e Tomoe Yokouchi) passarão durante a semana por unidades da BRF e da Aurora. Também terão reuniões com o Sindicato das Indústrias da Carne de Santa Catarina (Sindicarne), União Brasileira de Avicultura (UBABEF) e Epagri. De acordo com Shunichi Shinkawa, que é o diretor da ALIC, a principal intenção da vinda ao Brasil é compreender a competitividade do frango produzido no país. Hoje, o Brasil é o país que mais vende carne de frango para os japoneses.

 
Já os técnicos da Embrapa procuraram questionar os japoneses sobre a exportação de carne suína. Ficou claro que será preciso tempo e capacidade de negociação para abrir espaços no mercado japonês. A carne de frango brasileira, por exemplo, faz sucesso em solo nipônico porque tem qualidade, segurança alimentar e os frigoríficos brasileiros atendem facilmente as especificações de corte e peso dos produtos exigidos pelos japoneses. A carne suína terá que trilhar um caminho semelhante. Além disso, os exportadores brasileiros precisarão superar as vantagens alfandegárias dadas a países como o México e Chile, que possuem acordos comerciais com o Japão que contemplam a carne suína.

 
Em 2012, o Japão comprou cerca de US$ 5 bilhões em carne suína. Foram 760 mil toneladas, vindas principalmente dos Estados Unidos, que vendeu 39% do total importado. O México e o Chile juntos responderam por 10% das vendas de carne suína ao Japão.
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