Entidade europeia envia recursos para pesquisa sobre resíduos de agroquímicos realizada no Brasil

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Entidade europeia envia recursos para pesquisa sobre resíduos de agroquímicos realizada no Brasil

Novo método investigará a quantidade de resíduos retida em vestimentas de proteção empregadas no trabalho rural
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A UIPP – Union des Industries de la Protection des Plantes -, entidade sediada na França, destinou a quantia de 10 mil euros (cerca de R$ 50 mil), a fundo perdido, para subsidiar a fase inicial de uma pesquisa liderada pelo laboratório de novas tecnologias do programa IAC-Quepia. Instalado na cidade paulista de Jundiaí, o centro de estudos desenvolve uma metodologia que investiga a proporção de resíduos de agroquímicos retida em vestimentas empregadas por trabalhadores rurais nas pulverizações agrícolas.

De acordo com o coordenador do estudo, o pesquisador científico Hamilton Ramos, o objetivo do ensaio é gerar novas recomendações quanto ao descarte e ao reaproveitamento de vestimentas protetivas. Realizado em parceria com a cientista Anugrah Shaw, da Universidade de Maryland Eastern Shore (EUA), o trabalho contempla análises sobre o uso repetido desses equipamentos, lavagem e durabilidade de tecidos específicos, entre outros aspectos.

“Saberemos ao final se os equipamentos de proteção individual devem ser descartados como lixo tóxico, lixo comum ou mesmo se não necessitam descarte, podendo ser reaproveitados como roupa de trabalho por períodos determinados”, explica Ramos.

Segundo ele, para viabilizar a nova pesquisa a equipe do laboratório de novas tecnologias do programa Quepia desenvolveu em Jundiaí equipamentos inovadores, com tecnologia 100% nacional. A expectativa do cientista é a de no prazo de um ano apresentar um resultado parcial do estudo. “A meta é exportar conhecimento. Proporemos que esse método se converta no padrão global para ensaios de resíduos em vestimentas”, acrescenta Ramos.

“Hoje em dia, no Brasil e no mundo, ninguém sabe ao certo o que deve ser feito com vestimentas protetivas após o término da validade dos produtos. O completo esclarecimento desse cenário, e a consequente adoção de novas recomendações técnicas na área, resultará em ganhos socioambientais à agricultura”, continua o cientista.

Membro do Consórcio Internacional de Qualidade de Equipamentos de Proteção na Agricultura, formado por 10 países, Ramos salienta que atraiu o interesse da UIPP para seu projeto após apresentar um outro trabalho de sua autoria, este ano, numa reunião oficial realizada na capital francesa.

Criado há 12 anos por meio de uma parceria entre o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC) e a indústria de equipamentos de proteção individual agrícola, o programa IAC-Quepia é financiado com recursos privados. A iniciativa reúne em torno de 10 fabricantes de vestimentas protetivas, que respondem por 60% do volume de produtos comercializado nesse mercado.

“Trabalhamos em parceria com cientistas e entidades internacionais, em busca de certificação mundial para equipamentos de proteção ao trabalho rural. O Quepia une a inovação ao conhecimento com objetivo de reduzir continuamente a exposição do trabalhador rural a agroquímicos”, finaliza Ramos.

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