Enzima “turbina” fotossíntese do milho

ALTERNATIVA

Enzima “turbina” fotossíntese do milho

A mesma abordagem pode ser usada para melhorar os rendimentos em outras culturas, como o sorgo e a cana-de-açúcar
Por: -Leonardo Gottems
408 acessos

Receba Notícias como esta por email

Cadastre-se e receba nossos conteúdos gratuitamente

Cientistas do Instituto Boyce Thompson (BTI), dos Estados Unidos, conseguiram estimular uma enzima de ingestão de carbono chamada RuBisCO para turbinar a fotossíntese no milho. De acordo com o biólogo David Stern, presidente do BTI, o aumento da RuBisCO auxilia a área biológica do milho usada durante a fotossíntese para incorporar dióxido de carbono atmosférico em carboidratos. 

"Todo processo metabólico, como a fotossíntese, tem o equivalente de semáforos ou colisões de velocidade. RuBisCO é frequentemente o fator limitante na fotossíntese. Com o aumento do RuBisCO, no entanto, esta lombada bem conhecida é reduzida, levando a uma melhor eficiência fotossintética”, explica. 

Os resultados indicam que essa técnica faz com que as plantas cultivadas em estufa floresçam mais cedo, cresçam mais e produzam mais biomassa. Segundo o especialista existem diferentes abordagens para aumentar a biomassa por hectare, incluindo o aumento da fotossíntese, o que poderia fazer com que cada espiga de milho ganhasse mais peso.  

“O milho é uma cultura importante, mas que exige muita terra e energia, e a redução de seu dano ambiental é importante. Apenas neste país (EUA), o milho é cultivado em cerca de 90 milhões de acres, e quase 15 bilhões de bushels foram produzidos nos últimos anos”, afirma. 

Com isso, ele notou que a mesma abordagem pode ser usada para melhorar os rendimentos em outras culturas C4, como o sorgo e a cana-de-açúcar. “À medida que nos movemos da estufa para os campos, esperamos finalmente observar melhor crescimento e rendimento nas variedades de produção. A RuBisCO tem o potencial de fornecer uma base para efeitos profundos na capacidade da planta de milho de amadurecer e produzir biomassa, especialmente quando combinada com outras abordagens”, comenta.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink