Enzima pode ampliar edição em CRISPR

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Enzima pode ampliar edição em CRISPR

"Ela é capaz de direcionar sequências de DNA que a enzima comumente usada não pode"
Por: -Leonardo Gottems
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Alguns pesquisadores do MIT Media Lab e do Center for Bits and Atoms, nos Estados Unidos, descobriram uma enzima Cas9 que pode atingir quase metade dos locais genoma, ampliando significativamente o uso potencial da técnica de edição de genoma CRISPR. Isso porque, anteriormente, o CRISPR-Cas9 tinha limitado no número de locais que podia visitar no genoma.  

De acordo com Joseph Jacobson, pesquisador líder do estudo, o CRISPR precisa de uma sequência específica que flanqueie o local de destino no genoma, conhecido como motivo adjacente do protospacer, ou PAM, para permitir que ele reconheça o local. Agora, foi descoberto que essa enzima conta com requisitos mínimos de PAM, o que significa que são capazes de atingir uma variedade maior de locais.  

“CRISPR é como um sistema postal muito preciso e eficiente, que pode chegar a qualquer lugar que você queira ir com muita precisão, mas somente se o CEP terminar em zero", diz Jacobson. “Portanto, é muito preciso e específico, mas limita muito o número de locais para onde você pode ir”, completa. 

Em vez de dois nucleotídeos G como sua sequência PAM, a nova enzima precisa de apenas um G, abrindo muito mais locais no genoma. Isso deve permitir que o CRISPR atinja muitas mutações específicas da doença que anteriormente estavam fora do alcance do sistema. "A enzima parece quase idêntica à que foi originalmente descoberta ... mas é capaz de direcionar sequências de DNA que a enzima comumente usada não pode", explica. 

Os pesquisadores agora esperam usar sua técnica para encontrar outras enzimas que possam expandir ainda mais o alcance do sistema CRISPR, sem reduzir sua precisão. "Nós nos sentimos confiantes de poder ir atrás de cada endereço do genoma", diz Jacobson..

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