Epamig cria projeto de azeitona no Vale do Jequitinhonha

Agronegócio

Epamig cria projeto de azeitona no Vale do Jequitinhonha

Projeto tem o objetivo de estudar o comportamento da variedade de oliveira Arbequina, na região das chapadas, sob condição de indisponibilidade de água para a planta
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A produção de Azeitona no Vale do Jequitinhonha é tema de projeto desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), na Fazenda Experimental de Acauã (Feac), em Leme do Prado. O projeto, desenvolvido desde 2007, tem o objetivo de estudar o comportamento da variedade de oliveira Arbequina, na região das chapadas, sob condição de indisponibilidade de água para a planta (estresse hídrico) e aplicação de regulador de crescimento sintético (Paclobutrazol), visando à paralisação do crescimento da planta e indução de seu florescimento.

O experimento é parte do projeto "Efeito de paclobutrazol e estresse hídrico no florescimento de oliveira em diferentes regiões de Minas Gerais", financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), coordenado pelo pesquisador da Epamig Adelson de Oliveira. Na Feac, (822 metros de altitude) foram plantadas 100 árvores da variedade Arbequina, origem espanhola, com três anos, considerada pouco exigente em frio hibernal, cujos frutos são mais utilizados para extração de azeite, devido ao seu rendimento e características físico-químicas.


Segundo Adelson, o clima do Norte de Minas tem uma condição que para a oliveira é recomendado, tempo seco. Por outro lado falta uma outra condição: número de horas de frio de baixas temperaturas (algo em torno de 250 a 500 horas com temperaturas iguais ou abaixo de 11 graus Celsius), no período que antecede o florescimento. O experimento em Leme do Prado tem previsão para conclusão em 2010.

Olivicultura em Minas

Há anos, a Epamig pesquisa o comportamento de uma coleção de clones de oliveira, com resultados promissores, pois alguns deles têm se destacado com florescimento e produções regulares de frutos, indicando a possibilidade de sua exploração econômica e a necessidade de realização de estudos sobre o comportamento de diferentes variedades desta espécie.

Segundo o pesquisador João Vieira Neto, a olivicultura também está sendo estudada em Maria da Fé, Sul de Minas, e em Barbacena, Zona da Mata. "A pesquisa tem o objetivo de avaliar o desempenho vegetativo e o comportamento frente às principais pragas e doenças que atacam as variedades de oliveira nas condições edafoclimáticas de cada região", explica. Em Piedade do Rio Grande, região de Barbacena, a oliveira tem sido testada em propriedade particular (produtor rural), por meio do consórcio oliveira, feijão e milho.

A coleta dos dados ainda está em andamento e esses serão analisados a partir de agosto deste ano. Os resultados parciais, referentes às atividades desenvolvidas no período entre novembro de 2007 e março de 2009, apontam algumas avaliações de campo para quantificar o desenvolvimento vegetativo das variedades de oliveira (diâmetro do tronco e altura da planta) e o registro e identificação de pragas e doenças.

Pioneirismo de Proteção de Cultivar

A Epamig é a primeira instituição brasileira a registrar cultivares de oliveiras junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em 2008, foram registradas 33 cultivares pertencentes ao Banco de Germoplasma da Fazenda Experimental de Maria da Fé (FEMF).

Em janeiro de 2009, a Empresa solicitou o Certificado de Proteção de quatrocultivares, desenvolvidas pelo programa de melhoramento da Epamig, junto ao Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC). O pedido ainda está sob análise do SNPC. Trata-se de evento inédito no Brasil, já que não existe ainda nenhuma cultivar protegida dessa espécie.

Antes do pedido de proteção de oliveira solicitado pela Epamig não existiam os descritores mínimos da frutífera, necessários para a distinguibilidade,homogeneidade e estabilidade da cultivar. Os pesquisadores da Epamig Adelson Francisco de Oliveira e João Vieira Neto foram convidados pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para participar da elaboração desses descritores, que servirão como diretrizes para avaliação do pedido que ainda está sob análise do SNPC.

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