Escassez de insumos pode afetar a safrinha do milho?
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Imagem: Nadia Borges
ENTENDA

Escassez de insumos pode afetar a safrinha do milho?

Uso dos condicionadores de solo e o manejo equilibrado na adubação são fundamentais para manutenção da produtividade, neste momento
Por: -Aline Merladete

A safrinha do milho chegou e com ela a preocupação com a produtividade do grão diante de um cenário de incertezas, que deve avançar até 2023. No campo, os produtores estão atentos aos custos e disponibilidade de adubos, produtos fitossanitários e também de olho na instabilidade climática em decorrência das secas provocadas pelo fenômeno La Niña, no ano passado. Para este ano, a previsão é de períodos de estiagem e geadas, especialmente na região Sul do país.

Para conter os efeitos da restrição hídrica, a recomendação é reservar água para irrigação, priorizando os períodos críticos da cultura: floração, pendoamento e enchimento de grãos, além de potencializar o uso dos condicionadores de solo, conforme explica Josué Fogaça, Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Fertiláqua. “Os condicionadores de solo estimulam a formação de raízes mais profundas do milho e melhoram a qualidade do solo, sua porosidade e capacidade de armazenamento de água. Este manejo estimula a planta a ser mais tolerante ao estresse hídrico e, assim, manter a produtividade”.

A estratégia para a adubação do milho durante a safrinha também merece atenção, já que a base desta etapa para milho, com exceção de alguns formulados, conta com insumos como ureia e cloreto de potássio, produtos que estão mais caros em virtude dos riscos de indisponibilidade. Fogaça destaca que, apesar de muitos produtores terem realizado a compra desses insumos no ano passado, é preciso pensar em alternativas até que haja a colheita deste milho e, especialmente, para a adubação durante as safras de soja e milho de 2023. “É preciso considerar a substituição parcial dos adubos de base, compostos por NPK (Nitrogênio, Potássio e Cálcio), por adubos foliares, em especial N e K. Esta é uma boa alternativa ao produtor, pois os bioestimulantes presentes neste tipo de adubação contém nutrientes e estimuladores fisiológicos, podem suprir as carências da adubação de base sem afetar a produtividade, além de atenuar possíveis estresses fisiológicos comuns”, explica o especialista.

É importante destacar que a adubação foliar complementa a adubação de base e não a substitui. “É possível aumentar esta contribuição da adubação foliar de forma parcelada - o que depende da absorção da planta e seus estágios. O melhor manejo precisa ser adequado a cada caso, por isso a assessoria de um especialista é bem importante neste momento”, alerta Josué. 

informações assessoria de imprensa.


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