Espécies florestais amazônicas têm germinação estudada
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Imagem: Marcel Oliveira
AGRONEGÓCIO

Espécies florestais amazônicas têm germinação estudada

O estudo mostra que as sementes dessa espécie têm germinação lenta e desuniforme
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Saiu mais uma publicação da série sobre germinação de sementes de espécies amazônicas editada pela Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA), desta vez sobre o guajará-bolacha, importante para restauração florestal em áreas degradadas da região.

O comunicado técnico “Germinação de sementes de espécies amazônicas: guajará-bolacha [Pouteria oppositifolia (Ducke) Baehni]” é o primeiro trabalho do gênero sobre a espécie. “Contém informações importantes para o plantio ou até mesmo posteriores estudos sobre o armazenamento das sementes”, afirma Eniel David Cruz, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e autor da obra.

Os que planejam fazer recuperação de áreas degradadas vão encontrar na publicação dados que compõem a base do conhecimento sobre a espécie. “Para quem tem interesse em plantar e produzir mudas a partir de sementes de qualidade, é fundamental conhecer aspectos da dispersão, coleta, biometria, beneficiamento, transporte, armazenamento e, especialmente, germinação das sementes”, enfatiza o pesquisador.

O trabalho está disponível no Portal Embrapa para consultas e downloads, acessível por dois links: direto à publicação e por intermédio do repositório de publicações técnico-científicas da instituição.

Série sobre espécies amazônicas

As obras sobre germinação de sementes de espécies arbóreas da Amazônia começaram a ser publicadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em 2014, como comunicados técnicos dentro da linha editorial Transferência de Tecnologia. A publicação sobre o guajará-bolacha é a 39ª da série.

As 38 espécies enfocadas antes, por ordem de publicação, são: paricá, jatobá, sucupira-da-terra-firme, fava-arara-tucupi, angelim-vermelho, pracaxi, maçarandubarana, ingá-costela, ucuúba, maçaranduba, gombeira-escamosa, ajaraí, marupá, ingá-pau, mogno, cajuí, tauari-branco, acapu, cutite, pau-preto, abiu-cabeça-de-macaco, louro-roxo, abiu-quadrado, faveira-folha-fina, mututi-da-terra-firme, acariquara, araracanga, acapurana, ingá-peludo, assacu, abiu-rosadinho, faveira-preta, breu-vermelho, tuturubá, visgueiro, muirapiranga, palheteira e matamatá-ripeiro.

Nomes e usos

Muitos são os nomes populares dessa espécie: abiu, abiu-branco, abiu-rosadinho, abiu-ucuubarana, abiurana, goiabão, guajará-amarelo, guajará-vermelho e moabe, mas guajará-bolacha é o mais comum.

São árvores que ocorrem naturalmente nos estados do Amapá, Maranhão, Pará, Acre e Roraima, podendo alcançar 45 metros de altura e 150 centímetros de diâmetro à altura do peito.

A madeira do guajará-bolacha é utilizada de inúmeras formas. Serve para fazer escultura, instrumento musical, móveis, cabos de ferramentas e utensílios, carroceria, caixotaria, embarcação, esquadria, estrutura de cobertura, guarda-sol, palete (ou pálete), objetos pequenos, piso e revestimento.

De acordo com a pesquisa, as sementes do guajará-bolacha germinam de forma lenta e desuniforme, iniciando por volta do 38º dia após a semeadura e encerrando no 68º dia, com 91,6% das sementes germinadas. O estudo foi feito com material proveniente do campo experimental da Embrapa Amazônia Oriental localizado no município de Moju (PA).


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