Estiagem pode derrubar em até 30% produção de trigo em Maringá
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Agronegócio

Estiagem pode derrubar em até 30% produção de trigo em Maringá

Até agora, o cálculo é de que sejam perdidos até 30% do trigo que está em fase de formação
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Até agora, o cálculo é de que sejam perdidos até 30% do trigo que está em fase de formação e será colhido daqui a 20 dias. Situação pode se agravar
A estiagem poderá reduzir a colheita de trigo em Maringá. Depois de nove dias de tempo seco, com umidade relativa do ar variando entre 17% e 57%, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) prevê perda de 20% a 30% do total de plantas que estão em fase de formação, que só deverão ser colhida daqui a 20 dias.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater, Joaquim Nereu Girardi, a situação ainda pode piorar. O motivo se deve à falta que chuva, que reduz drasticamente a hidratação dos grãos de trigo. “A cada dia que não chove, o prejuízo previsto aumenta”, diz. “Não há nada que o produtor rural possa fazer, a não ser rezar para que chova.”
 
O trigo em fase de formação corresponde a aproximadamente 20% da plantação da cultura no município, que abrange 40 hectares. Segundo Girardi, os outros 80% que já foram ou estão sendo colhidos não foram prejudicados pela estiagem, rendendo de 110 a 120 sacas por hectare. A dúvida é quanto à colheita que vai acontecer daqui a 20 dias.

De acordo com previsão do Instituto Tecnológico Simepar, o tempo quente e seco vai se estender até o início da próxima semana. As previsões de temperatura máxima ultrapassam a casa dos 30ºC. Por volta das 8h10 desta sexta-feira (27), Maringá registrava o menor índice de umidade relativa do ar: 27%.

Paraná

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab) do Paraná afirma que o alerta está ligado para as propriedades rurais que têm trigo nas fases de floração ou de frutificação, que são mais vulneráveis à estiagem. Segundo último relatório divulgado, no dia 23 de julho, essas plantas correspondem a 45% de 1.04 milhão de hectares com trigo no estado.

A engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi, afirma que já pode haver perdas, mas não foram constatadas ainda nos levantamentos feitos. “O quadro é, sim, preocupante”, explica. “No entanto, se chover dentro de uma semana, as perdas em algumas regiões poderão ser compensadas por outras regiões.”

Ao todo, a estimativa é que o estado colha pouco mais de 3 milhões de toneladas de trigo neste ano.

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