O relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aumentando o estoque final de milho, acabou pressionando ainda mais os preços, que caíram forte, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A queda de 1,89% (a maior deste ano) foi motivada em grande parte pelo relatório da Conab, que aumentou a produção, reduziu o consumo interno e aumentou os estoques finais, como explicamos acima”, comenta.
“Os prêmios de exportação do milho continuam derretendo, fruto da falta de demanda para este semestre. As Tradings estão começando a apresentar preços para o próximo semestre, a partir da colheita da Safrinha que, por ser maior do que se esperava, também contribui para pressionar as cotações. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento maio/23 fechou a R$ 73,35, baixa de R$ -1,41 no dia e baixa de R$ -6,44 na semana; julho/23 fechou a R$ 74,34, baixa de R$ -0,53 no dia e baixa de R$ -5,85 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 74,53, baixa de R$ -0,60 no dia e baixa de R$ -5,43 na semana”, completa.
Em Chicago o milho fechou em baixa com exportações semanais fracas, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A cotação de maio fechou em baixa de -0,57% ou $ -3,75/bushel a $ 652,25. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em baixa de -0,36% ou $ -2,25 bushel a $ 625,50”, indica.
“O milho fechou em baixa com a realização de lucros por parte dos investidores, em Chicago. O bom avanço do plantio nos EUA, com clima favorável nos próximos dias também foi um fator negativo para as cotações. As vendas para exportação próximas do mínimo esperado pelo mercado consolidaram a tendência de queda dessa quinta-feira", conclui.