Estudo avalia áreas agrícolas degradadas no Espírito Santo

Agronegócio

Estudo avalia áreas agrícolas degradadas no Espírito Santo

Áreas agrícolas degradadas diminuem um terço no Estado
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Áreas agrícolas degradadas diminuem um terço no Estado

O Cedagro - Centro de Desenvolvimento do Agronegócio concluiu estudo que quantificou o total de áreas agrícolas degradadas, levando em conta os principais usos do solo (café, pastagem e outros usos agrícolas).

Esse estudo foi realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e teve como objetivo servir de base para o estabelecimento de programas e ações de políticas públicas e privadas relativas ao uso adequado do solo visando o equilíbrio da produção agrícola e a conservação dos recursos naturais.


Serviu também para comparar com os resultados obtidos de estudo feito por ocasião da ECO/RIO 92, tendo demonstrado que houve uma redução de cerca de 34% na área agrícola degradada em nível estadual nos últimos 20 anos, reduzindo de 600.000ha em 1992 para 393.321ha em 2012 no Estado do Espírito Santo. A área degradada com café diminuiu de 200.000ha para 118.706ha e a de pastagem de 400.000ha para 238.943ha.



A redução da degradação foi em função do uso de tecnologias de conservação do solo, especialmente em café, como plantio mais denso, faixa de retenção, entre outras, a maioria desenvolvida pelo Incaper. No caso da pastagem também foi importante o uso da tecnologia, mas em menor escala, sendo que o maior impacto da redução da área degradada foi devido a diminuição da área de pastagem que foi substituída por eucalipto, macega e capoeiras em diferentes estágios de regeneração.


No entanto, apesar da redução, a área agrícola degradada, cerca de 393 mil ha, continua alta correspondendo a quase 17% da área total cultivada no Estado de 2.362.561 ha, isto é, a cada 5ha cultivados existe quase 1ha degradado.

É possível reverter e/ou amenizar a quantidade de áreas agrícolas degradadas existentes no Estado do Espírito Santo. A solução depende de vários fatores em que o nível de degradação dos solos e suas características físicas influenciam diretamente nas técnicas a serem utilizadas.

Pode-se utilizar desde o manejo adequado dos solos e as boas práticas agrícolas como plantio adensado, adubações corretas, manutenção da matéria orgânica, cultivo mínimo, entre outras práticas de conservação de solo, mantendo-se a cultura existente quando o nível de degradação não é alto, até o uso de obras físicas de contenção de barreiras aliadas com práticas vegetativas de controle a erosão, em caso de elevada degradação com sulcos profundos e voçorocas.


Em muitos casos, é possível utilizar o reflorestamento econômico e/ou ambiental como atividade mais apropriada para recuperação de áreas degradadas devido a sua aptidão ou vocação natural.

Fonte: Campo Vivo

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