Estudo comprova que Plantio Direto reduz emissão de óxido nitroso

Agronegócio

Estudo comprova que Plantio Direto reduz emissão de óxido nitroso

Tecnologia Roundup Ready, tolerante ao herbicida, ajuda a implantar sistema produtivo que reduz emissão de gases poluentes
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Segundo pesquisa norte-americana, a utilização da técnica nas culturas de milho e soja pode reduzir emissões do gás, um dos maiores causadores do efeito estufa

Um estudo recente da Universidade de Purdue (Indiana/EUA) revelou mais vantagens sobre a adoção do plantio direto. De acordo com a pesquisa, realizada pelo professor Tony Vyn, do Departamento de Agricultura de Purdue, ao utilizar a técnica junto da rotação de soja e milho, a plantação reduz as emissões de óxido nitroso em 57% sobre o preparo de solo com grade de disco – responsável pela mistura de resíduos de culturas na superfície – e 40% sobre o preparo de solo com arado. Além da conservação do solo e qualidade da água, uma nova vantagem do sistema do plantio direto: a melhora na qualidade do ar.


Segundo o autor, os resultados da pesquisa, publicados em dezembro de 2010 no periódico Soil Science of American Journal, são ainda mais importantes pois a produção de alimentos responde por cerca de 58% de todas as emissões do gás nos Estados Unidos, sendo 38% provenientes do solo. "A menor queima de matéria orgânica e palha presentes no solo e que é favorecida pelo uso de meios mecânicos, como grades e arados, reduz significativamente a emissão de gases e ajuda a fixá-los na forma de palha e matéria orgânica, preservando o ambiente e aumentando a produtividade", explica Marcelo Montezuma, técnico de Desenvolvimento Tecnológico da Monsanto.

O óxido nitroso é o terceiro gás de efeito estufa mais abundante na atmosfera, porém, de acordo com estudos, é o de maior importância na degradação da camada de ozônio. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, o poder de retenção de calor do óxido nitroso é cerca de 310 vezes maior que o dióxido de carbono. A importância da conclusão da pesquisa do professor Vyn é ainda mais visível, uma vez que as emissões de óxido nitroso provenientes da agricultura superaram o montante despejado por carros e caminhões. "Os resultados do estudo somam-se às vantagens do plantio direto já conhecidas, como facilitar o manejo, evitar a erosão e facilitar a manutenção da umidade do solo", diz Gabriela Burian, gerente de Sustentabilidade da Monsanto.


A próxima etapa na pesquisa de Vyn será desenvolver práticas de gestão integradas para reduzir ainda mais as emissões de óxido nitroso. Um de seus estudos em andamento é sobre aditivos que retardam a conversão de fertilizantes nitrogenados em produtos químicos que emitem a substância.

Plantio Direto na agricultura brasileira

De acordo com Montezuma, a maior oferta de híbridos, tecnologias e variedades de menor ciclo possibilitaram a viabilização de uma segunda safra no ano, ampliando a produção de alimentos e a diversificação de receitas dos agricultores. "A tecnologia Roundup Ready trouxe muita facilidade ao Sistema de Plantio Direto por tornar mais simples o controle de plantas daninhas e coberturas, corrigindo potenciais erros dentro das culturas e oferecendo ainda mais sustentabilidade ao negócio agrícola", comenta.


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no intuito de incentivar o uso de técnicas sustentáveis na agricultura e redução de emissão dos gases de efeito estufa, lançou, em 2009, o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Por sua importância para a sustentabilidade agrícola, o Sistema de Plantio Direto foi escolhido um dos cinco pilares do programa, junto das tecnologias de recuperação de pastagens, integração lavoura/pecuária, fixação biológica de nitrogênio e reflorestamento. A técnica também é indicada por estudo do grupo "Empresas pelo Clima", do qual a Monsanto faz parte, como uma das ferramentas para uma economia de baixo carbono.

Segundo a Federação Brasileira de Plantio Direto, a técnica foi utilizada em 1 milhão de hectares na safra 1991/1992, pulando para 17,4 milhões de hectares em 2001/2002 e atingindo o recorde de 25,5 milhões nas safras de 2005/2006.

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