Estudo diz que araucária pode ser extinta

MEIO AMBIENTE

Estudo diz que araucária pode ser extinta

Se não forem adotadas estratégias de conservação a espécie pode sumir em 50 anos
Por: -Eliza Maliszewski
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Um artigo publicado pela Universidade de Reading, no Reino Unido, afirma que a araucária pode deixar de existir em 2070 por exploração madeireira excessiva e mudanças climáticas. Estima-se que dos 20 milhões de hectares de extensão original existam apenas de 1 a 3%.

Da espécie Araucaria angustifólia a araucária surgiu a mais de 200 milhões de anos e é típica da Mata Atlântica, ocorrendo predominantemente na Região Sul do Brasil e em alguns locais serranos do Sudeste. A árvore símbolo do Paraná atinge cerca de 50 metros de altura e é dela que sai o pinhão, semente muito consumida no inverno e que assegura renda para pequenos agricultores. Em meio as árvores também costuma-se cultivar erva-mate além de ser fonte de alimento para a fauna local que ajuda na dispersão de sementes para gerar novas plantas.

De acordo com cientistas somente intervenções específicas podem ajudar a garantir a sobrevivência da espécie na natureza. Entre elas está impulsionar a conservação da biodiversidade, reduzindo a tendência de desmatamento e degradação desse ecossistema por meio de um modelo de valorização da floresta com araucárias e de desenvolvimento sustentável das comunidades associadas.

A iniciativa Araucária+ reúne 50 organizações e 80 produtores que conservam e monitoram 6,5 milhões de metros quadrados de floresta. Também foi firmada a parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a restauração ecológica e estruturação da cadeia de restauração em regiões de remanescente. Por meio da iniciativa, produtores locais são conectados a um mercado diferenciado, formado por empresas que adotam estratégias de inovação e sustentabilidade em seus produtos, demandando insumos de origem sustentável, com informação e rastreabilidade agregada. 

Confira o artigo na íntegra aqui


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