Etanol provoca bolha na cotação das aves

Agronegócio

Etanol provoca bolha na cotação das aves

Neste ano o Brasil vendeu carne de frango a valores 27,9 maiores que os de 2006
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O uso do milho dos Estados Unidos para produção encarecendo os preços das proteínas animais. O resultado disso é que neste ano, o Brasil vendeu carne de frango a valores 27,9% maiores que os de 2006 (no acumulado de janeiro a junho) e 22,7% superiores a 2005 - melhor ano das exportações brasileiras. Nesta década o maior preço tinha ocorrido em 1997, quando o quilo da carne foi comercializado a R$ 1,35. Neste semestre, a média foi de R$ 1,51.

De janeiro a junho o País exportou 24,4% mais carne de frango em relação ao mesmo período do ano passado, acumulando 1,5 milhão de toneladas. Mas, em receita, o aumento é muito maior: 47%, somando US$ 2,1 bilhão. "A alta do milho encarece a carne nos EUA e ajuda a explicar esse preço", afirmou Christian Lohbauer, presidente-executivo interino da Associação Brasileira dos Exportadores de Frangos (Abef).

Além da questão do preço, o dirigente destaca que a expressiva variação percentual é explicada pela forte queda nas vendas ocorrida no ano passado, quando o consumo internacional de carne de frango se reduziu em função de focos da gripe aviária na Europa e na Ásia.

Para o analista Paulo Molinari, da Safras & Mercado são quatro os fatores que explicam o aumento do preço internacional do frango brasileiro. "O primeiro é a demanda mundial, em decorrência do ritmo de crescimento da economia", diz. De acordo com ele, a valorização do real obriga os exportadores a elevarem as cotações e, ao mesmo tempo, a desvalorização do dólar, a corrigirem os preços nesta moeda. "Além disso, tem o preço do milho e soja no mercado mundial, que força a alta também das cotações das carnes".

No semestre, o maior incremento em vendas ocorreu no frango inteiro. As vendas externas totalizaram US$ 644,1 milhões, um crescimento de 63,39% em relação ao período de janeiro a junho de 2006. A comercialização de cortes foi 35,41% superior, na mesmo comparação, somando US$ 1,2 bilhão no período.

Os embarques para a União Européia no primeiro semestre somaram 271.475 toneladas, em crescimento de 53,7% na comparação com 2006. A receita cambial foi de US$ 576,6 milhões (alta de 81,24%). Para o Oriente Médio, as vendas foram 56,19% maiores em volume e 83,25% em receita, somando 461.810 toneladas e US$ 573,844 milhões, respectivamente. Para a América do Sul foram exportadas 80.198 toneladas entre janeiro e junho, em uma queda de 4,97%, somando US$ 95,047 milhões, (queda de 1,14%).

As exportações de frango totalizaram embarques de 259.319 toneladas em junho, um crescimento de 33% em relação ao mesmo mês em 2006. A receita cambial somou US$ 392,376 milhões, acréscimo de 76,7% na mesma comparação.

Os embarques de cortes somaram 160.705 toneladas em junho, com um aumento de 27,27% em relação a 2006, com receita de US$ 253,5 milhões (alta de 70,62%). No mês passado, as vendas de frango inteiro foram 44% superiores a junho de 2006 em volume: 84.784 toneladas. A receita cambial, de US$ 102,355 milhões, foi 96,64% maior na mesma comparação.

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