EUA liberam cultivo de salmão transgênico

MODIFICAÇÃO GENÉTICA

EUA liberam cultivo de salmão transgênico

A Food and Drug Administration (FDA) anunciou a retirada de um alerta que proibia importação do produto
Por: -Leonardo Gottems
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As autoridades regulatórias norte-americanas deram “sinal verde” na última sexta-feira (08.03) ao cultivo de um salmão geneticamente modificado (OGM) que cresce duas vezes mais rápido que o normal. No entanto, informações divulgadas pelo portal chilebio.cl indicam que a empresa que o desenvolveu ainda pode enfrentar desafios legais antes que o peixe possa ser vendido no país. 

A Food and Drug Administration (FDA) anunciou a retirada de um alerta que impediu AquaBounty de importar seus ovos de salmão geneticamente modificados. A agência observou que o salmão OGM já passou por verificações de segurança e que o alerta foi suspenso porque o peixe estaria sujeito a um novo regulamento que exigirá que as empresas divulguem quando um alimento é desenvolvido através da bioengenharia. 

A medida vem apesar de um processo pendente apresentado por uma coalizão de grupos de consumidores, ambientalistas e pesqueiros que questionaram a aprovação do peixe pela FDA. Chamado AquAdvantage, o peixe transgênico é um salmão do Atlântico modificado com DNA de outras espécies de peixes para crescer mais rápido, o que, de acordo com a empresa, ajudará a atender à crescente demanda por proteína animal, reduzindo os custos. 

A CEO da AquaBounty, Sylvia Wulf, disse que a empresa espera obter uma certificação final para suas instalações de crescimento em Albany, Indiana, nas próximas semanas. Os ovos de salmão poderiam então ser enviados das instalações de pesquisa e desenvolvimento da empresa no Canadá, e seriam cultivados e colhidos depois de 18 meses, quando atingem 4,5 quilos, afirmou ela. 

Wulf diz que tem sido difícil envolver as empresas nas discussões de vendas, porque a AquaBounty não sabia quando poderia começar a produzir peixes nos Estados Unidos. Ela disse que o salmão já foi vendido em quantidades limitadas no Canadá, onde não precisa ser rotulado como geneticamente modificado e acrescenta que não espera que o processo pendente afete os seus planos da empresa nos Estados Unidos. 


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