As vendas ao exterior cresceram mais que as importações em setembro e reduziram o déficit comercial. O saldo negativo dos Estados Unidos passou de US$ 105,7 bilhões em agosto para US$ 105 bilhões em setembro, abaixo dos US$ 108 bilhões esperados pelo mercado, segundo o economista André Galhardo Fernandes em publicação no LinkedIn.
As exportações avançaram 1,9% em relação a agosto, para US$ 321,5 bilhões. As vendas externas de bens de capital cresceram US$ 3,8 bilhões, enquanto as de alimentos aumentaram US$ 1,9 bilhão, com destaque para a soja. Já as exportações de ouro não monetário recuaram US$ 3,4 bilhões.
As importações subiram 1,2%, para o recorde de US$ 426,6 bilhões. As compras de bens de capital cresceram US$ 11,6 bilhões e chegaram a US$ 158 bilhões, também o maior valor da série. Computadores e acessórios puxaram o avanço, associado por Galhardo ao investimento em infraestrutura de inteligência artificial.
Os maiores déficits no comércio de bens foram com o México, de US$ 28,7 bilhões, e com o Vietnã, de US$ 25,3 bilhões. Taiwan ficou em terceiro, com US$ 21,9 bilhões após alta de US$ 3,6 bilhões no mês. O saldo negativo com a China foi de US$ 17,9 bilhões. Galhardo associa a mudança na distribuição dos déficits à guerra comercial.
De janeiro a setembro, o déficit recuou 12,2%, ou US$ 92,4 bilhões, em relação ao mesmo período de 2025. As exportações cresceram 11,6% e as importações, 6,2%. Na média dos três meses encerrados em setembro, porém, o déficit subiu US$ 11,3 bilhões, para US$ 101,2 bilhões.
As importações pesaram no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 3,4% em ritmo anualizado no terceiro trimestre. Na avaliação de Galhardo, o consumo e os investimentos em tecnologia sustentaram a atividade.