EUA testam produção de etanol com fibra de milho

Agronegócio

EUA testam produção de etanol com fibra de milho

O custo de produção deste combustível está em US$ 2 a US$ 3 por galão
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A diretora do grupo de análise de biorefinarias e pesquisa exploratória do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos, Helena Chum, afirmou, durante o Ethanol Summit, que os Estados Unidos já possuem seis indústrias que estão testando a produção de etanol de celulose a partir de fibra de milho. Segundo ela, neste momento, o custo de produção deste combustível está em US$ 2 a US$ 3 por galão, cerca de duas vezes e meia superior ao custo de etanol de milho.

"O governo americano está subsidiando os custos de produção, mas a tendência é encontrarmos investidores privados à medida que o custo diminua", disse. A expectativa é de que a produção comercial do etanol de celulose comece em 2012, para que em 2017 o combustível possa contribuir para atender as metas de consumo de etanol definidas este ano pelo presidente George W. Bush.

Ela disse que o custo de produção do etanol de celulose deve cair, mas o produto não deve recuar abaixo do custo de produção do etanol de cana-de-açúcar. Helena Chum estima que o custo do etanol de celulose de fibra de milho caia para cerca de US$ 1,07 por galão, no mínimo. "Não sabemos ainda quanto vai custar o etanol de celulose a partir do bagaço de cana mas acreditamos que ele também será mais barato que o etanol de celulose de fibra de milho".

Para a diretora, o bagaço de cana é a matéria-prima ideal pois tem um custo muito baixo e já está preparado para ser utilizado, o que não acontece com a fibra de milho, o que dificulta o processo químico. "No bagaço, o custo é praticamente só a conversão de bagaço para etanol enquanto no milho os gastos são muitos e envolvem coleta, preparação e conversão", disse.

Ela ressaltou que os investimentos por parte do governo brasileiro na pesquisa de etanol de celulose são escassos, o que tem dificultado o processo. "Nos Estados Unidos, os investimentos são maiores e a pesquisa está mais adiantada, apesar dos custos serem superiores", disse. Segundo ela, no Brasil, apenas a Dedini tem um projeto em andamento de produção de etanol de bagaço, ainda incipiente. As informações são da Cooplantio.


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