Evolução tecnológica do algodão exige respostas mais precisas para pragas e doenças
Bicudo permanece como praga-chave, enquanto ramulária e mancha-alvo seguem relevantes
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A cotonicultura brasileira opera em um dos mais altos níveis de tecnificação do agro nacional, elevando também a régua das ferramentas utilizadas no campo. Em uma cultura de alto investimento e produtividade, desempenho agronômico, consistência e qualidade de aplicação ganham peso na escolha das tecnologias.
Entre os alvos que mais mobilizam o setor está o bicudo-do-algodoeiro, praga-chave da cultura. Seu controle depende de uma sequência coordenada de monitoramento, momento correto de intervenção, destruição da soqueira, sincronização de práticas e ferramentas químicas eficientes. A tecnologia, portanto, precisa funcionar dentro de um programa, e não como uma resposta isolada.
No 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), iniciado nesta terça-feira (22), em Belo Horizonte (MG), a ADAMA fará o pré-lançamento de uma nova solução voltada ao controle do bicudo. A novidade amplia a atuação da companhia em uma frente ainda em desenvolvimento no portfólio e responde a uma demanda relevante da cotonicultura brasileira.
“No bicudo, o resultado não vem de uma única decisão. É a combinação entre monitoramento, janela correta de intervenção, manejo da soqueira e desempenho da ferramenta química que sustenta o programa. Uma nova tecnologia precisa entrar justamente para dar mais consistência a esse conjunto”, afirma Leandro Garcia, gerente de Portfólio e Desenvolvimento de Mercado da ADAMA Brasil.
Segundo Garcia, o desenvolvimento de novas ferramentas precisa considerar não apenas a atividade sobre o alvo, mas também como o produto se posiciona dentro de sistemas altamente tecnificados. “Não basta ter controle. Precisamos olhar para a velocidade de resposta, regularidade de desempenho e a forma como essa solução se integra às demais práticas adotadas na área. É isso que permite transformar uma molécula ou formulação em ganho agronômico de fato”, explica.
Formulação entra na conta do desempenho
Nas doenças, mancha-alvo e ramulária continuam exigindo atenção. A primeira tem maior relevância em sistemas de alta intensidade produtiva, enquanto a ramulária mantém elevado potencial de perdas. Diferenças climáticas, histórico fitossanitário e sucessão de culturas também interferem no comportamento dessas ocorrências entre áreas e safras.
Nesse ambiente, a formulação ganha importância por interferir diretamente na entrega dos ingredientes ativos. Características como espalhamento, adesividade, absorção e comportamento da aplicação podem contribuir para maior regularidade dos resultados, especialmente em uma cultura que trabalha com janelas operacionais e níveis elevados de investimento.
“Quando falamos em formulação, não estamos tratando apenas da composição do produto. Ela interfere em como o ativo chega ao alvo, se distribui e consegue expressar seu potencial na lavoura. Quanto maior o nível tecnológico do sistema, mais essas diferenças passam a ser percebidas no resultado”, destaca Garcia.
A análise também passa pelo retorno econômico. “Reduzir investimento e reduzir custo não são necessariamente a mesma coisa. No algodão, a decisão precisa considerar quanto aquela tecnologia consegue proteger do potencial produtivo e qual previsibilidade ela adiciona ao sistema”, afirma.
Além da novidade voltada ao bicudo, a ADAMA apresenta durante o evento resultados de campo e soluções para mancha-alvo, ramulária e plantas daninhas, além de tecnologias em desenvolvimento para ampliar sua atuação na cotonicultura.